BC anuncia alternativa para recebimento de remessa do exterior

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Com o objetivo de modernizar os meios de pagamento e recebimento do sistema bancário brasileiro, o Banco Central determinou que o destinatário final de transferências unilaterais do exterior poderá receber os recursos em reais, depositados diretamente em conta corrente ou de poupança, sem a necessidade de realizar uma operação de câmbio e que todos os custos da operação poderão ficar a cargo do remetente.

Assim, quem receber os recursos no Brasil não precisará se preocupar com câmbio ou com qualquer outro custo adicional. A medida é regulamentada pela Circular 3.914 e vale para operações de transferências pessoais que envolvem créditos de até R$ 10.000 (dez mil reais), com vigência a partir de 1° de novembro de 2018.

Hoje, quando os recursos enviados do exterior chegam em moeda estrangeira, o destinatário precisa convertê-los em reais. Dessa forma, quem recebe o dinheiro tem que negociar a taxa de câmbio com a instituição autorizada e arcar com todos os custos da operação. Além disso, até que seja feita a operação, não sabe exatamente o quanto receberá em reais.

Pela nova sistemática isso é facultativo. As instituições financeiras que quiserem operá-la adotarão políticas e procedimentos em seu relacionamento com a instituição remetente dos recursos do exterior, inclusive em relação à prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, equivalentes às exigidas pela regulamentação cambial nas relações internacionais entre bancos correspondentes.

Estudos mostram que os problemas gerados para a empresa, por não estar em conformidade, custam quase três vezes mais do que fazer corretamente desde o início.

Muitas empresas veem programas de Compliance como uma dor de cabeça – algo a que são obrigadas a investir tempo e dinheiro, mas que produz pouco. Um relatório de referência dos Estados Unidos mostra que é o oposto. Investir em programas de conformidade fortes economiza dinheiro em longo prazo.

“O relatório da pesquisa feita pelo Ponemon Institute LLC, examina os custos reais, tanto da criação de um programa de Compliance adequado quanto de reparar danos quando os programas adequados não foram postos em prática”, explica Odilon Costa, CEO & Presidente da Tree Solution.

O estudo analisou 46 organizações multinacionais e entrevistou 160 líderes. O custo do cumprimento de regras, em média, é de US$ 222 por funcionário, enquanto as despesas por não estar em conformidade são, em média, cercade US$ 820 por funcionário.  Se multiplicarmos isso por milhares de colaboradores, o valor será realmente impactante.

“O TreeCompliance é uma solução para gerir as políticas de compliance, sejam elas da instituição financeira, sejam as determinadas por organismos nacionais e internacionais. Contém todas as parametrizações de regras de checagem relacionadas ao controle de compliance, bem como PLD (prevenção à lavagem de dinheiro) e CFT (combate ao financiamento do terrorismo)”, avalia Costa.

No TreeCompliance o gestor terá a tranquilidade de que as regras são parametrizadas uma única vez e podem ser alteradas sem grandes dificuldades pelo compliance officer. As fórmulas ficam apenas no ambiente de produção do banco, mantendo a confidencialidade e as regras são parametrizadas diretamente pelos usuários.

Além disso, permite selecionar a natureza das operações que devem ser afetadas e se ação deve ser de alerta ou de impedimento para o back office registrar o contrato de câmbio ou a mesa finalizar a operação.

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação