Jair Bolsonaro não convida Nicolás Maduro para a sua posse

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O futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou neste domingo (16), em sua conta no Twitter, que o presidente venezuelano Nicolás Maduro não foi convidado para a posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, no dia 1º de janeiro. São esperados chefes de Estado e de governo para a posse.

“Em respeito ao povo venezuelano, não convidamos Nicolás Maduro para a posse do PR Bolsonaro. Não há lugar para Maduro numa celebração da democracia e do triunfo da vontade popular brasileira. Todos os países do mundo devem deixar de apoiá-lo e unir-se para libertar a Venezuela”, escreveu em um post na rede social.

Bolsonaro e Araújo já criticaram o regime do presidente Maduro em outras ocasiões, mas disseram que o Brasil vai continuar a acolher os venezuelanos que entrarem no país.

Golpe – Na última quarta-feira (12), o presidente venezuelano disse que os Estados Unidos estariam preparando um plano de magnicídio com a cumplicidade os governos brasileiro e colombiano. “Hoje venho, outra vez, denunciar o complô que se prepara na Casa Branca para violentar a democracia, me assassinar e impor um governo ditatorial na Venezuela”, disse. “Ninguém no Brasil quer que o futuro Governo de Jair Bolsonaro se meta numa aventura militar contra o povo da Venezuela”, acrescentou.

O mandatário acusou diretamente John Bolton, assessor de segurança da Casa Branca, de encabeçar o suposto complô. E aproveitou sua denúncia pública para dedicar uma série de desqualificações a seu homólogo colombiano, o direitista Iván Duque: “Ele não quer relações diplomáticas, nem políticas, nem de comunicação com o Governo legítimo da Venezuela”.

Maduro pediu às Forças Armadas que estejam “preparadas” para um ataque estrangeiro. “Que nunca se enganem, porque vamos dar uma lição”, advertiu. Na segunda-feira (10), ele havia alardeado a presença de dois bombardeiros russos, com capacidade para transportar armas nucleares, e manobras militares no aeroporto Simón Bolívar, nos arredores de Caracas. As relações entre a Rússia e a Venezuela são estreitas desde que o chavismo assumiu o poder, a exatos 20 anos. Sua aliança se baseia na troca de armas e equipamentos militares por petróleo.

A demonstração de força desagradou a Administração de Donald Trump. O secretário de Estado Mike Pompeo qualificou-a como um ato de “dois Governos corruptos esbanjando dinheiro público”. Enquanto isso, o Governo de Vladimir Putin respondeu que as palavras do norte-americano eram “inapropriadas”.

O herdeiro político de Chávez não se apoia apenas em seu homólogo Putin. Há alguns dias, gabou-se do respaldo da Turquia, país com o qual firmou acordos no valor de 5,1 bilhões de dólares (19,7 bilhões de reais). Trata-se de uma estratégia para demonstrar que não está plenamente isolado nesta reta final para o 10 de janeiro, quando toma posse em seu segundo mandato, cuja legitimidade é colocada em dúvida por vários governos democráticos. Acusam-no de ter sido reeleito em um pleito “fraudulento” e não admitido pela oposição, em 20 de maio. “Os Governos que façam o que quiserem. Se quiserem ir embora da Venezuela com seus embaixadores, podem ir todos, já!”, disse o mandatário.

Nunca antes um presidente venezuelano tinha contado com tanta reprovação na América. Mas a baixa popularidade e a rejeição não detêm Maduro, segundo quem várias das “mais importantes potências” internacionais “respeitam, apoiam e gostam” do seu Governo.

(Com dados da Agência Brasil e El País)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação