Braide diz que faltou estrutura partidária para que pudesse disputar o Governo do Estado

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Deputado nega entendimento com governador Flávio Dino

AQUILES EMIR

O deputado estadual Eduardo Braide (PMN), ao garantir nesta quarta-feira (1°) que está fora da disputa pelo Governo do Estado, justificou sua desistência dizendo que ela decorre da falta de uma aliança partidária que lhe desse condições mínimas para enfrentar os demais concorrentes. Numa entrevista ao programa Ponto e Vírgula na Difusora FM, ele informou que a decisão sobre o apoio do seu partido a um candidato a governador sairá de uma reunião a ser realizada nesta quinta-feira (02) em conjunto com o PHS.

De acordo com Eduardo Braide, as opções são o senador Roberto Rocha (PSDB), Maura Jorge (PSL) e Coronel Monteiro (PHS), que marcou convenção para homologar da sua candidatura para esta sexta-feira (03), na Assembleia Legislativa, na mesma data e no mesmo local em que o PMN também fará a sua.

Pelo que deixou transparece o deputado, estão fora de qualquer negociação apoio às candidatura do governador Flávio Dino (PCdoB) e da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que polarizam a disputa, conforme pesquisas sobre intenções de voto de diversos institutos.

O deputado lembrou que após a eleição de 2016, em que disputou a prefeitura de São Luís e foi derrotado por Edivaldo Holanda Júnior (PDT), a primeira pesquisa sobre a sucessão estadual trouxe seu nome entre os três primeiros colocados, mesmo sem nunca ter feito qualquer menção de que pretendia disputar a eleição majoritária, e depois disto passou a ser procurado por lideranças de partidos que manifestavam interesse de apoiá-lo, mas com o tempo cada um foi fazendo opções por outros grupos, de forma que ficou praticamente isolado, portanto decidiu que o melhor caminho seria disputar uma vaga na Câmara Federal, que sempre foi seu projeto original.

De acordo com Eduardo Braide, uma candidatura nasce por decisão pessoal, indicação partidária ou manifestação popular, e a sua nasceu do povo, e, mesmo com boa aparição nas pesquisas, não conseguiu sensibilizar dirigentes partidários para lhe dar uma estrutura mínima de campanha, que pudesse percorrer os 217 municípios, ter tempo razoável de rádio e televisão e até mesmo participar dos debates, o que inviabilizou qualquer chance de concorrer ao Palácio dos Leões.

Na entrevista à Difusora FM, o parlamentar lamentou o excesso de informações não verdadeiras sobre suas movimentações de pré-campanha, havendo até quem tenha noticiado que estaria negociando apoio a Flávio Dino (PCdoB), o que ele nega qualquer conversa neste sentido. Garante que foi procurado, sim, por Roberto Rocha e Maura Jorge, mas as conversas não avançaram.

Sobre o fato de Coronel Monteiro continuar com seu projeto de disputar o governo estadual, Braide diz que isto é um assunto interno do PHS, e a única coisa que pode afirmar que é PMN e PHS marcharão unidos, numa chapa proporcional, com candidatos a deputado estadual e federal, faltando ainda decidir quem apoiar para governador. Sobre candidatura ao Senado, informou que defende o nome do ex-governador José Reinaldo Tavares, que trava uma disputa interna com Waldir Maranhão e Alexandre Almeida.

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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