Dono da Havan pode ficar cara a cara com Lula a quem chamou de “cachaceiro”

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 O ex-presidente Lula poderá ficar cara a cara com o empresário Luciano Hang, proprietário das lojas Havan, que teria patrocinado uma campanha difamatória contra o petista. A juíza Anuska Felski da Silva, da 2.ª Vara Cível de Navegantes (SC), marcou uma audiência de conciliação entre eles para dia 29 de junho.
Lula processou Hang, de quem pede indenização de R$ 100 mil, por se sentir caluniado e difamado pelo uso de um avião que sobrevoou o litoral catarinense, no final de 2019, puxando uma faixa com a mensagem ‘Lula cachaceiro devolve meu dinheiro’. Hang teria sido o patrocinador da propaganda.
Em dezembro do ano passado, o empresário informou pelas redes sociais que iria ‘patrocinar’ um avião que sobrevoaria as praias de Santa Catarina com ‘mensagens patriotas’.
Três dias depois do Natal, isto é, em 28 de dezembro, ele publicou um vídeo da cena em seu perfil no Twitter.
Além de imagens em vídeo, Hang postou o seguinte comentário:
“O povo brasileiro acordou e sentiu na pele o quanto perdeu votando errado. Acreditaram nas pessoas erradas, que só pensaram no poder e destruíram nosso país. Agora juntos vamos reconstruí-lo e transformar o Brasil num lugar de paz, harmonia, ordem e progresso”.

Ofendido pelo conteúdo dessas mensagens, Lula acionou a Justiça  contra  o empresário. A defesa do ex-presidente cobra R$ 100 mil de indenização pelo caso, alegando que a mensagem ‘fere gravemente a imagem e a honra’ do ex-presidente.

De acordo com o despacho judicial, qualquer um dos dois pode pedir, até dez dias antes da data,  dispensa do encontro, deixando o processo correr naturalmente, porém quem deixar de comparecer sem prévio aviso, pagará multa de 20% do valor da ação, ou seja, R$ 20 mil.

(Com informações do Estadão)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação