Brasileiro Lula ou mexicano López Obrador: quem será o líder político da região latino-americana?

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Ambos opinam pela Integração latino-americana

Governam os países mais populosos na região latino-americana, ambos são também os referentes econômicos mais relevantes e costumam emitir mensagens a favor da integração latino-americana. Trata-se dos presidentes do México e do Brasil, Andrés Manuel López Obrador e Luiz Inácio Lula da Silva, respectivamente.

Em um momento em que se destaca uma nova onda de governos progressistas na América Latina, pelas vitórias de lideranças populares na Argentina, Honduras, Colômbia e Chile, tanto Lula quanto López Obrador tendem emitir críticas aos Estados Unidos ou exaltar a relevância dos seus países na esfera internacional.

Apesar de o Brasil ter quase 100 milhões de habitantes a mais que o México, o Produto Interno Bruto (PIB) de ambos os países latino-americanos é muito próximo, com US$ 1,61 trilhão (R$ 8,17 reais) no caso do sul-americano e US$ 1,27 trilhão (R$ 6,44 reais) no país norte-americano, segundo dados do Banco Mundial.

Existe uma disputa de liderança regional entre esses governantes? Sputnik conversou com o cientista político e latino-americano César Pineda, além do economista Pablo Armando Aguilar, para aprofundar esta possibilidade.

Vozes fora dos dois países – Por um lado, o presidente Lula de Silva já é uma referência em âmbito internacional desde seu primeiro período à frente do Brasil, na primeira década do século XXI, aponta Pineda em entrevista, mas López Obrador também conseguiu ganhar uma projeção no diálogo multilateral por suas posições em defesa de soberanias com as de Cuba e Venezuela.

Porém, mais do que disputar a liderança regional, os dois presidentes enfrentam problemas semelhantes dentro de seus países e que pode fortalecer ainda mais seus pontos de encontro, isso porque enfrentam mobilização intensa de setores de direita em oposição às suas gestões, recorda o doutor em ciências políticas pela Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

Nesse sentido, expõe, não só o México e o Brasil, mas o chamado novo ciclo progressista latino-americano tem centrado muita de sua atenção em conter suas direitas nacionais.

Em manter inclusive a legitimidade democrática e em manter as vias institucionais, isto é curioso porque é o progressismo quem manterá estas posições contra direitas que estão sumamente polarizadas, como é o caso brasileiro e o bolsonarismo.”

“Lula da Silva, em um novo ciclo, está tomando posições, como agora a teve na reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos [CELAC], muito claras, muito definitivas”, estima o analista político.

(Agência Sputnik)

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