Centro Cultural Vale está com três exposição abertas para visitação até final de fevereiro

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O Centro Cultural Vale Maranhão está com três exposições gratuitas abertas ao público, de terça a sábado, das 10h às 19h (exceto feriados).  Os interessados em agendar visitas em grupos (associações, estudantes, institutos/organizações da sociedade civil), podem enviar e-mail para agendamento@ccv-ma.org.br ou telefonar para 3232 6363 para saber a disponibilidade de ônibus para o transporte.

Vitrine Maperarte: Varrendo – Vassouras e Vasculhadores do Maranhão

As peças da exposição foram produzidas por 70 artesãos de 36 municípios. Quase todas – com exceção das vassouras de pet reciclado – são de fibras vegetais, abundantes no estado: carnaúba, juçara, buriti, babaçu, caraná, guarimã, cipó, sisal e taboca.

Com acabamentos básicos ou costuras ornamentais, as peças de varrer são produzidas em todas as regiões e vendidas a preços muito baixos. Item indispensável no cotidiano, a aquisição desse produto é uma maneira de apoiar os artesãos maranhenses. Algumas são bonitas, que também servem para decorar.

Deixe de lado sua vassoura de plástico e faça sua encomenda. Os contatos dos artesãos estão disponíveis no saguão do CCVM.

Mapearte – O Mapeamento do Artesanato maranhense é um projeto que identifica os artesãos em atividade no Maranhão com a finalidade de divulgar seu trabalho e criar oportunidade de renda. O artesanato maranhense é bastante diverso e tem alta qualidade de execução, mas ainda é pouco conhecido em âmbito nacional e mesmo local. A primeira etapa do projeto prevê o mapeamento em 100 municípios e atualmente já identificou 3.700 artesãos. O projeto tem o apoio do Governo do Maranhão e o Patrocínio da Vale.

 

Choque, landruá, sucubé, munzuá… o design da pesca no maranhão

A exposição apresenta 120 peças criadas por 80 artesãos, de 41 municípios maranhenses. São redes, armadilhas, viveiros, itens de armazenamento e de transporte, além de remos e agulhas de tecer rede, com nomes que variam de região a região e funcionalidades adequadas ao tipo e à profundidade das águas para as quais foram criados.

As peças chamam atenção pela concepção engenhosa e estética aprimorada. A abundância das águas – doces e salgadas, do Maranhão – faz o contexto propício para o desenvolvimento dessa vasta produção de artefatos, que se espalha por todo o estado, cujo mapa hídrico é um verdadeiro rendilhado. Artesanato, patrimônio imaterial, água, meio ambiente, sustentabilidade, conhecimentos tradicionais, design popular são alguns dos temas que a exposição instiga a discutir.

Brinquedos Encantados – Festejos Maranhenses

A exposição apresenta 40 imagens de diversos festejos registrados pelo fotógrafo Albani Ramos ao longo de mais de 20 anos. Destacam-se e merecem atenção aqueles pouco conhecidos fora de suas regiões, como o reisado, de São João do Sóter, também forte em Caxias, e a Corrida de Ascensão, que ocorre em Penalva e alguns outros locais. Não faltam belas imagens da diversidade presente nos ícones do Maranhão: Tambor de Crioula e Bumba-Boi.

A quantidade de festejos presentes no Maranhão é imensa, ocorrem em todas as regiões, o ano todo e constituem um elemento importante da identidade maranhense. A curadora da exposição, Paula Porta, destaca a importância dessas manifestações:

“Devoção, pagamento de promessas e obrigações, herança familiar, necessidade do lúdico são alguns elementos importantes que explicam essa intensa atividade festeira. Mas também podemos perceber nos festejos, termo mais usado por aqui, um elemento de agregação social, de fortalecimento de comunidades, de favorecimento da convivência e troca entre gerações, de repasse de tradições. Há, ainda, uma dimensão econômica, já que, independentemente de seu tamanho, movimentam muitos serviços e o comércio, formal e informal, provendo trabalho e renda a muitas famílias. São múltiplas as funções sociais e as camadas de significados que podemos enxergar nos festejos. A dimensão mais linda deles todos, no entanto, é constituírem o momento em que uma comunidade exibe sua riqueza maior”.

O fotógrafo Albani Ramos é piauiense de Parnaíba e vive no Maranhão desde 1993, onde chegou atraído em grande parte pela riqueza da cultura, que vem documentando desde então. Em suas andanças pelos festejos, teve como mestre o pesquisador Jandir Gonçalves, grande conhecedor da cultura maranhense.

“O Maranhão sempre me encantou. Sempre tive vontade de conhecer o estado, pelas histórias que ouvi contar, pelos índios, pela cultura. Jandir me apresentou a tudo que conheço. Aos poucos, fui aprendendo a olhar a cultura maranhense. Esse material nunca foi exposto no Maranhão. Eu vi outras experiências bem exitosas do CCVM na área de fotografia, então me inscrevi no edital e deu certo. Espero que as pessoas gostem do trabalho”, considera Albani.

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação