Chamado de facínora por João Doria, Jair Bolsonaro diz que governador “não é homem”

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Troca de ofensa acirra mais ainda os ânimos do governador de São Paulo é o presidente da República 

AQUILES EMIR

O presidente Jair Bolsonaro rebateu nesta sexta-feira (15), em entrevista ao Brasil Urgente, na Rede Bandeirantes, as críticas feitas mais cedo pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que o chamou de facínora. Bolsonaro chamou o chefe do Executivo Paulista de “moleque”, “irresponsável” e “morto politicamente”.

A troca de ofensas começou quando o governador paulista, numa entrevista coletiva no Palácio Bandeirantes, ao comentar a crise de saúde em Manaus (AM), culpou Bolsonaro e em seguida o chamou de facínora. João Doria fez ainda um discurso de incentivo a protestos contra o presidente a fim de destituí-lo do cargo, pois esperar até 2022 ( ano da eleição) seria tempo demais.

Em resposta, numa entrevista à José Luiz Datena. Bolsonoro disse que a hora é  de “nos unirmos pelo bem e para o bem”, pois há pessoas morrendo em Manaus por asfixia! Bolsonaro lembrou tds limitações que lhe foram impostas pela Justiça.

“Em abril, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o presidente não poderia interferir em estados e municípios sobre ações da covid-19. Ponto final! O que nós fizemos ao longo desse tempo todo? Ajudamos com recursos. E muitos (…)! Estamos fazendo todo o possível em Manaus apesar de o STF ter me proibido”.

Em seguida, passou a criticar o governador. “Isso é um discursinho de um governador que durante a pandemia aumentou assustadoramente o ICMS de tudo. Não tem moral para falar de ninguém! Não quero entrar em polêmica, mas esse cara se elegeu com meu nome. Não deu dois meses e começou a me atacar de olho na cadeira presidencial. Ele que cuide da vida dele em São Paulo que eu cuido do Brasil. Se não tem o que fazer, não nos atrapalhe”.

Sobre as medidas tomadas para socorrer Manaus, o presidente destacou que “um avião já pousou [em Manaus], vamos construir um hospital de campanha em tempo recorde. Já que o Doria quer falar… ele diminuiu o número de leitos de UTI para covid-19 em São Paulo. Em consequência, com o mesmo número de infectados, os hospitais que sobraram dobraram as internações. Estamos mexendo com vidas humanas! São Paulo é um dos estados que tem mais infectados. Ele tem coragem moral? Esse pilantra aí não é homem! Eu não posso interferir nas medidas contra covid-19, estou cometendo um crime por ajudar Manaus! Se esse moleque que governa São Paulo tem coragem moral, critica o STF! Estou desobedecendo o Supremo! Estou interferindo.”

Bolsonaro criticou ainda a posição assumida por Doria na crise do covid-19. “Ele fechou São Paulo e foi para Miami! Ele se perdeu completamente por ambição. Essa passagem por São Paulo é o último capítulo da vida política dele (…). Calcinha apertada… seja homem! É duro mexer com quem tem um comportamento como ele. Nada contra a opção, mas é duro trabalhar com quem tem esse tipo de opção. Medíocre. Ele não sai na rua. Se sair vai ser linchado”, completou.

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação