Chico César e Zeca Baleiro lançam nesta sexta-feira nas plataformas digitais ‘Ao Arrepio da Lei’

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Parceria dos  artistas nasceu há 32 anos

Nesta sexta-feira (1° de março), Chico César e Zeca Baleiro liberam o aguardado álbum de inéditas, “Ao Arrepio da Lei”, nas plataformas digitais. E, para a alegria ainda maior dos fãs, Chico e Zeca também saem em turnê na sequência, com estreia marcada para Curitiba (08 de março) e Florianópolis (09 de março). Depois seguem para Recife, Brasília, Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, entre outras cidades do país.

No repertório do show, as novas canções e sucessos de ambos, algumas mais quentes, outras mais reflexivas.

A parceria inaugurada há 32 anos por Chico e Zeca foi retomada com uma nova safra de mais de 20 canções, compostas entre maio de 2020 e o início de 2021, durante a pandemia. Animados pelo resultado das novas parcerias musicais, anunciaram o lançamento do álbum antecipando duas canções, “Respira” e “Lovers”, em maio de 2021. Com tantos trabalhos em paralelo, Chico e Zeca retomaram as gravações em 2022, quando lançaram novo single duplo com as inéditas “Beije-me Antes” e “Verão” – a única canção registrada ao vivo, reunindo os dois já no fim do processo, no pós-pandemia. Só no final de 2023, Chico e Zeca voltaram a se juntar para gravar as vozes e concluir o álbum.

Swami Jr., que já trabalhou com Chico e Zeca em shows e discos, foi convidado a produzir o álbum. Juntos, os três começaram a escolher as canções e a gravar em seus estúdios caseiros, no período em que o distanciamento social era importante para reduzir o avanço da covid-19. “Ao Arrepio da Lei” ainda tem uma canção produzida por Érico Theobaldo (“Lovers”) e outra por Alexandre Fontanetti  (“Verão”).

Outra parceira artística de ambos desde os anos 80, Vange Milliet foi convidada para fazer as fotos de divulgação e para a capa do álbum, que tem projeto gráfico de Andrea Pedro.

Ao arrepio da leidDois amigos, dois insurrectos vindos do nordeste profundo. zeca, do arari maranhense. chico, do catolé paraibano. dois bardos da canção que teima em soar para desensurdecer os ouvidos do tempo, sitiados na maior, mais doce e cruel cidade da latinoamérica: a são paulo dos anos 90.

A partir daí deixaram um rastro de sangue das canções em lugares minúsculos e esfumaçados como pour quoi pas, café paris, café maravilha, witch bar e picos que viraram legendas, como vou vivendo, blen-blen, kva, além de alguns festivais brasil adentro. 

Dividiram o caldo ralo do osso das vacas magras num apertamento em cima da padaria ceará na zona oeste. pobre mas honesto e nem tão limpinho assim, mas muito bem frequentado por cantoras e músicos e artistas diversos.

Os carros passavam velozes pela rua heitor penteado, alheios ao sonho de se tornarem artistas profissionais da música – ou amadores, anyway, desde que pudessem sobreviver disso, é claro!

Ali nasceram canções que hoje o público canta em coro a plenos pulmões, mas que na época eram íntimas como segredos.
dividiam canções, confidências, comida e louça suja.

Ambos evocando (e invocando), no desvario da paulicéia, o rádio da infância interiorana – evaldo braga, paulo diniz, elton john, luiz gonzaga, roberto carlos, marinês, the fevers, peppino di capri, pinduca, teixeirinha, donna summer,  jackson do pandeiro -, e as descobertas da adolescência/juventude – arrigo barnabé, premê, ave sangria, papa poluição, joelho de porco, elomar, xangai, galego aboiador, banda de pífanos de caruaru, king crimson, leci brandão -, entre assovios dispersos pela vila madalena boêmia, afinando “a arte de chutar tampinhas”, como diria o poeta/cronista joão antonio.

Agora, 32 anos depois, a celebração do tempo e da parceria, num disco não à toa batizado de… “ao arrepio da lei”.
integrados de algum modo ao velho e decadente star system, mas ainda rebeldes, com espírito de luta, lirismo e alguma lucidez.

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