Maranhão abrindo portas

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Não podemos divulgar nosso Governo como gostaríamos

CARLOS BRANDÃO*

Entre tantas e tantas ações que determinamos, diariamente, uma delas gostaria de destacar neste artigo: o abrir portas. E temos feito isso de muitas maneiras: seja inaugurando obras importantes, ações que chegam imediatamente ao povo, como os Restaurantes Populares; seja promovendo a aproximação com mercados internacionalmente importantes; seja garantindo, a todas e todos, um dos menores preços finais nas bombas de combustível no país.

Por conta das restrições impostas pela lei eleitoral, não podemos divulgar nosso Governo como gostaríamos. Mas continuamos alcançando conquistas importantes para os maranhenses. Nesta semana, em especial, sancionamos a lei que reduz, a 18%, a alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre os combustíveis, a energia elétrica – para quem consome acima de 500 quilowatts-hora por mês – e sobre serviços de comunicação, como telefonia e internet. E, aqui, agradeço aos deputados pela compreensão da urgência com que a matéria deveria ser votada.

O impacto do valor dos combustíveis tem sido determinante para o aumento do custo de vida do brasileiro. No Maranhão, tentamos minimizar esses efeitos. Ao mesmo tempo – como destaco – avançamos procurando abrir portas. Nosso estado se apresenta ao investimento internacional, de forma sólida, consistente, oferecendo, acima de tudo, segurança política e jurídica.

Já somos observados como um dos pontos estratégicos para a expansão da nova Rota da Seda da China. O que ficou ainda mais claro depois da visita que recebemos do professor Paul Lee, da Universidade Zhejiang, na China, um dos idealizadores do estudo que aponta possíveis locais de distribuição capazes de fechar parcerias com o país.

A nova Rota da Seda é um plano de investimentos proposto pelos chineses que alcança 65 países, compreendendo aproximadamente 62% da população e 30% do PIB global.

Nossa localização privilegiada e nossa infraestrutura logística – ferrovias, rodovias e, principalmente, o Porto do Itaqui, com uma profundidade considerada ideal para a chegada de grandes navios -, chamam muita atenção e significariam preços de transporte muito competitivos. Nosso porto, inclusive, já é um dos principais exportadores de grãos e minérios de ferro para a China e é considerado um dos quatro melhores portos públicos do país. Recentemente, foi destaque na terceira edição do Prêmio Portos + Brasil, sendo reconhecido como o primeiro lugar em Gestão de Autoridade Portuária e o segundo em Crescimento da Movimentação. Importante para um potencial investidor que, hoje, já é o maior parceiro comercial do Brasil. Só em 2021, respondeu por cerca de US$ 86 bilhões de tudo o que exportamos.

Como bem diz o meu amigo e secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, José Reinaldo Tavares, “a inclusão de São Luís no maior programa de expansão econômico do mundo inaugura uma fase inédita de desenvolvimento socioeconômico para o Maranhão”. E é nisso que queremos focar nossa atuação: desenvolvimento. Gerar empregos, oportunidades de negócios e, consequentemente, renda para nossa gente, será o nosso “abrir portas”.

Tudo feito com planejamento para que o resultado de tudo isso se transforme em mais ações e políticas públicas para todos. Estamos no caminho certo e vamos seguir em frente.

*Governador do Maranhão

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação