Com duas concessões de ferrovias aprovadas, Maranhão será ligado por trilhos de Norte a Sul

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Ambas as ferrovias vão se interligar à Norte-Sul

AQUILES EMIR

O Maranhão fechou o “Setembro Ferroviário” com dois pedidos para construção de ferrovias no estado, sendo uma de Açailândia (região tocantina) para Alcântara (Baixada), pela Grão-Pará Multimodal, e a outra, de Estreito (região tocantina) a Balsas (região Sul), pela VLI. Ambas as estradas de ferro vão se interligar à Norte-Sul, considerada a espinha dorsal desse modal.

As ferrovias vão interligar o Maranhão de Norte (Alcântara) a Sul (Balsas) pelos trilhos e a partir de São Luís vai ser possível atingir quatro regiões do país, já que o trecho São Luís – Teresina, da CFN, é interligado à Transnordestina; a Estrada de Ferro Carajás liga o estado à região Norte e pela Norte-Sul (que será ligada à EFC a partir de Açailândia) serão alcançados o Centro-Oeste e o Sudeste, devendo estar interligados os portos do Itaqui, em São Luís, e Santos, em São Paulo.

Segundo informação desta terça-feira (28) do Ministério da Infraestrutura, o Governo Federal recebeu, somente este mês, 14 requerimentos de investidores privados interessados em construir e operar ferrovias no país pelo instrumento da autorização ferroviária, estabelecido na Medida Provisória 1.065/2021. Com isto, sobe para R$ 80,5 bilhões o total de investimentos previstos no modal, com 5.360 quilômetros de novos trilhos, cruzando 12 unidades da Federação.

A notícia foi comemorada nas redes sociais pelo presidente Jair Bolsonaro. “Setembro Ferroviário: o novo marco das ferrovias autorizadas imaginávamos acolher 7 pedidos com um montante de R$ 30 bilhões em investimentos. Em 20 dias, já foram 14 pedidos de novas ferrovias privadas. R$ 80 bilhões em obras pelo Brasil”, escreveu.

O pedido mais recente foi protocolado no Ministério da Infraestrutura (MInfra) em 16 de setembro. Trata-se de proposta formulada pela empresa Petrocity, que atua no setor de portos: ela quer ligar a capital federal aos portos do Espírito Santo. Para tanto, propôs construir e operar a Estrada de Ferro Juscelino Kubitschek (EFJK), trecho com 1.108 quilômetros de extensão.

O projeto passa pelo Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais até chegar a Barra de São Francisco (ES). O investimento é de R$ 13,5 bilhões apenas no segmento ferroviário. A empresa se comprometeu ainda a injetar mais R$ 700 milhões em seis Unidades de Transbordo e Armazenamento de Cargas (UTACs) localizadas ao longo dos trilhos.

https://twitter.com/tarcisiogdf/status/1440813610696003589?s=20

Próximos passos – O mecanismo de autorização ferroviária visa reduzir a burocracia dos procedimentos exigidos para permitir a entrada de operadores privados no setor. Com as autorizações, o Governo Federal espera elevar dos atuais 20% para 40% a participação do modal na matriz nacional de transportes até 2035.

Do total de requerimentos apresentados para novos segmentos, via autorização, o MInfra já publicou 12 na edição da última sexta-feira (17) do Diário Oficial da União. A partir de agora, os pedidos serão analisados pela equipe da Secretaria Nacional de Transportes Terrestres (SNTT), sob a luz da MP 1.065/2021.

Confira a relação de todos os requerimentos apresentados até aqui:

Água Boa/MT – Lucas do Rio Verde/MT: 557 km de extensão
Uberlândia/MG – Chaveslândia/MG: 235 km de extensão
Estreito/MA – Balsas/MA: 245 km de extensão
Shortline entre Perequê/SP – TIPLAN/Porto de Santos/SP: 8 km de extensão
Maracaju/MS – Dourados/MS: 76 km de extensão
Guarapuava/PR – Paranaguá/PR: 405 km de extensão
Cascavel/PR – Foz do Iguaçu/PR: 166 km de extensão
Cascavel/PR a Chapecó /SC: 286 km de extensão
Açailândia/MA – Alcântara/MA: 520 km de extensão
São Mateus/ES – Ipatinga/MG: 420 km de extensão
Suape/PE – Curral Novo/PI: 717 km de extensão
Terminal Intermodal em Santo André: 7 km de extensão
Presidente Kennedy (ES) – Conceição do Mato Dentro/Sete Lagoas (MG): 610 km de extensão
Estrada de Ferro Juscelino Kubitschek (EFJK) – de Barra de São Francisco (ES) a Brasília (DF): 1.108 km de extensão

(Com informações do Ministério da Infraestrutura)

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