Tecnologia simples e barata garante água potável a famílias no Maranhão

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Um reservatório com superfície de vidro é acoplado à cisterna

Com o intuito de garantir água potável para dezenas de famílias no interior do Maranhão, um projeto piloto com tecnologia simples e barata foi implementado com o apoio da Fundação Vale, em Buriticupu. Trata-se do Aqualuz, um dispositivo de fácil manuseio que torna a água própria para consumo apenas com a radiação solar, sem uso de processos químicos ou filtros.

O piloto beneficiou 10 famílias que fazem parte do projeto Casa Saudável, que já é desenvolvido na região e atua com tecnologias para construção de cisternas, hortas e banheiros.

A dona de casa Ozenir Silva, que participa do piloto, conta que antes retiravam a água da cisterna e colocavam em garrafas pets com produtos químicos sob o sol durante horas, mas que agora a água é automaticamente bombeada para o dispositivo Aqualuz já instalado na cisterna. “O melhor é que para a manutenção, basta água e sabão. Na minha casa já está pronto, com a luzinha acesa, do jeito que nos ensinaram. É bem legal, gostei muito. A água já sai pronta para beber”, agradece.

A gerente da Fundação Vale, Pamella D´Cenop, explica que a tecnologia foi implantada após conexão da Vale com a startup SDW (Safe Drinking Water for All) por meio do programa Conecta Startup Brasil, que fomenta o ecossistema brasileiro de inovação. O projeto segue sendo monitorado e espera-se que ele possa ser expandido para outras comunidades futuramente.

“Temos muita alegria em poder contribuir para o acesso a uma necessidade básica da população que é a água potável. Pela simplicidade do projeto as próprias famílias têm autonomia para gerir o equipamento. Esperamos poder alcançar mais famílias futuramente”, destaca

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Aqualuz – O Aqualuz é um reservatório com superfície de vidro, diretamente acoplado à cisterna. Sua instalação dura apenas 10 minutos. A água armazenada na cisterna é bombeada até o dispositivo e o tratamento da água acontece automaticamente ao receber os raios solares – que, juntos ao sistema de calor do dispositivo, eliminam bactérias presentes. Ao final, um indicador sinaliza quando o processo está concluído. Utilizado diariamente, o equipamento dura até 20 anos.

Por essa simplicidade no manuseio, na manutenção e o potencial de impacto positivo e transformador no meio ambiente, a jovem cientista criadora, Anna Luisa Beserra, foi premiada na ONU em 2019 com apenas 21 anos.

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação