Corinthians tenta acabar nesta quarta-feira com a ‘maldição’ dos tricampeões do Campeonato Paulista

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Alvinegro pode ser o segundo tetracampeão da história do Paulistão e quebrar marca de 100 anos

Ruben Fontes Neto
Com colaboração de Breno Benedito

Campeão Paulista em 2017, 2018 e 2019, o Corinthians pode ser tetracampeão se vencer o Palmeiras na decisão de 2020. Caso consiga, será o primeiro tetracampeão paulista desde o Paulistano, que venceu o estadual entre 1916 e 1919. O próprio Corinthians chegou perto em outras três oportunidades na história, mas se viu frustrado, assim como o Santos de Pelé e Neymar, o Palestra Itália de Romeu Pellicari e o SPAC de Charles Miller.

O primeiro tricampeonato corintiano foi entre 1922 e 1924. Em 1925, a campanha começou com derrota para o Santos, mas sete vitórias seguidas deixaram o time perto da conquista. Nas rodadas finais, um empate com o Auto-Audax e a derrota para o Paulistano custaram caro. A AA São Bento, que havia perdido o confronto direto contra o alvinegro, venceu o Germânia e o Paulistano nas rodadas finais, ficando com 16 pontos somados, contra 15 do Corinthians e do Paulistano, e interrompeu a sequência de títulos alvinegros.

O Corinthians recuperou a hegemonia no final da década. Campeão em 1928, 1929 (ambos pela LAF) e 1930, a equipe não repetiu as boas campanhas em 1931. As 20 vitórias da última conquista caíram praticamente pela metade, e após 11 triunfos, oito empates e sete derrotas, o alvinegro ficou apenas na sexta colocação em um torneio que marcaria o primeiro título do São Paulo.

O profissionalismo chegou ao futebol paulista em 1933 criando cisões e duas ligas em operações até 1936. Quando foi unificada, em 1937, viu o Corinthians novamente se firmar como o principal clube estadual e ser novamente tricampeão. Sendo assim, o Paulistão de 1940 tinha dois chamarizes: a possibilidade do tetracampeonato corintiano e a inauguração do Pacaembu. O alvinegro até começou bem, vencendo os quatro primeiros jogos, mas aos poucos os tropeços foram aparecendo e derrotas para Juventus, Espanha (atual Jabaquara) e São Paulo minaram as chances do título. Mesmo vencendo um jogo e empatando outro contra o rival Palestra Itália, o Corinthians viu o alviverde ficar com o título.

Tricampeões frustrados – Chegar ao tetracampeonato paulista se mostrou uma missão espinhosa desde os primórdios do torneio. Liderado por Charles Miller e campeão nas três primeiras edições – 1902, 1903 e 1904 -, o SPAC viu o tetra ser frustrado pelo Paulistano em 1905.

Após as duas primeiras tentativas do Corinthians, o Palestra Itália foi tri entre 1932 e 1934. Em 1935, a equipe alviverde perdeu logo na estreia para o Santos. O jogo foi crucial, pois o time da Baixada terminou com 20 pontos, contra 18 dos palestrinos, conquistando o estadual pela primeira vez e frustrando as expectativas do rival.

Nem mesmo o melhor jogador de todos os tempos foi capaz de conquistar o Paulistão por quatro vezes seguidas. Com Pelé, o Santos foi tricampeão entre 1960 e 1962. Em 1963, porém, o alvinegro fez a pior campanha com o Rei no elenco e terminou em quarto lugar, dando espaço ao Palmeiras, que viu surgir sua Primeira Academia e ficou com a taça.

O Santos seria novamente tricampeão entre 1967 e 1969. A equipe então viveu a expectativa de que Pelé comandasse o time ao tetra, ainda mais após ele ser campeão da Copa do Mundo pela terceira vez pouco antes do início do estadual. A equipe alvinegra até conseguiu ser o melhor ataque da competição, mas teve desempenho ruim nos clássicos, vencendo apenas um, empatando três e sendo derrotado pelo São Paulo nos dois turnos. Não à toa, o time tricolor foi o campeão. Pelé deixaria o Santos em 1974, sem conseguir ser campeão paulista por quatro vezes consecutivas.

Referência no futebol brasileiro no início dos anos 2010, o Santos teve em Neymar sua principal estrela. Campeão em 2010, 2011 e 2012, o alvinegro chegou novamente na final em 2013. Pela frente, porém, teve o Corinthians de Tite, campeão mundial no ano anterior. Melhor para o alvinegro da capital, que ficou com o título após vencer a ida por 2×1 e segurar o empate de 1×1 na volta.

Só Paulistano é tetra – Apenas um clube escapou da ‘maldição’ do tricampeonato. Campeão em 1916, 1917 e 1918, o Paulistano mostrou força para conquistar o tetra. Nos confrontos diretos, levou a melhor sobre o Palestra Itália – 1×1 e 2×1 – e Corinthians – 3×3 e 4×1 –, terminando com vantagem de um ponto para os alviverdes e quatro para os alvinegros. No ano seguinte, poderia ser penta, mas, após empatar em 30 pontos com o Palestra Itália, perdeu o jogo desempate por 2×1.

(Da FPF)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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