Corpo de líder do Estado Islâmico, Abu Bakr, lançado ao mar, diz fonte dos EUA

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O corpo do líder do Estado Islâmico, Abu Bakr Al-Baghdadi, foi lançado ao mar. A informação foi dada por uma fonte oficial norte-americana às agências de notícias internacionais, sem acrescentar mais detalhes. Não há informação sobre quando e onde ocorreu a operação.

Aparentemente, foi um procedimento semelhante ao que foi adotado em relação a Osama Bin Laden, líder da Al Qaeda, depois de ter sido morto, no Paquistão, por uma unidade de elite das forças norte-americanas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende revelar vídeos da operação militar em que morreu o líder do Estado Islâmico.

O Partido Democrata pede explicações. Alega que a Rússia e a Turquia souberam da operação antecipadamente, mas que o Congresso norte-americano nem sequer foi avisado.

Quem era Abu Bakr – Acredita-se que Abu Bakr al-Baghdadi (este é, na realidade, o seu nome de guerra) tenha nascido em 1971, na cidade iraquiana de Samarra, a norte de Bagdade. Aos 18 anos, Ibrahim Awwad Ibrahim Ali al-Badri al-Samarrai (nome real) foi viver para Tobchi, um bairro pobre de Bagdade, habitado por sunitas e xiitas. “Era uma pessoa sossegada e muito educada”, disse Abu Ali, um residente do bairro, à reportagem do jornal britânico “The Telegraph”.

Enquanto estudante na Universidade Islâmica da capital, Al-Baghdadi vivia num quarto anexo à pequena mesquita de Tobchi e fazia parte da equipe de futebol da instituição. “Era o nosso Messi”, diz Abu Ali. “Era o nosso melhor jogador.” Abu Ali recorda também um episódio revelador de um “conservadorismo salafita” (fundamentalismo) na forma como Al-Baghdadi encarava o exercício do Islão. “Lembro-me de haver um casamento e de homens e mulheres dançarem e saltarem alegremente na mesma sala.

Ele ia na rua, viu a situação e gritou: ‘Como é possível homens e mulheres a dançarem alegremente desta maneira? Isto não é religioso.’ E logo acabou com a dança.”

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Após a invasão norte-americana de 2003, que derrubaria o ditador Saddam Hussein, Al.Baghdadi não exibiu uma hostilidade particular aos Estados Unidos, diz Abu Ali. “Ele não ferve em pouca água. Foi sempre um estratego silencioso.” Outro residente em Tobchi diz que Baghdadi costumava liderar orações na mesquita local. “Era calmo e reservado”, diz Ahmed al-Dabash. “Passava algum tempo sozinho. Era discreto.

Ninguém reparava nele.” Episódio importante na radicalização do “califa do Estado Islâmico” foram os quatro anos que passou em Camp Bucca, um centro de detenção dos EUA no sul do Iraque, por onde passaram vários comandantes da Al-Qaeda. Foi libertado em 2009 e, no ano seguinte, subiu à liderança do Estado Islâmico do Iraque (ex-AQI), depois de o líder ser morto por forças americanas e iraquianas.

Al-Baghdadi saltou para as notícias em abril de 2013 quando anunciou a fusão do seu grupo com a Frente al-Nusra, a maior milícia islamita anti-Bashar al–Assad, a qual rejeitou a proposta aliança. Ao fazê-lo, criou o EIIL [Daesh] e abriu uma guerra com a Al-Qaeda mãe, cujo líder, o egípcio Ayman Zawahiri, queria que o EIIL [Daesh] se dedicasse ao “Iraque ferido” e deixasse a Síria para a Nusra.

“Tendo de escolher entre a lei de Deus e a lei de Zawahiri”, disse então Al-Baghdadi, “escolho a lei de Deus.” O desafio à Al-Qaeda granjeou-lhe prestígio entre os combatentes mais extremistas e tornou o EIIL [Daesh] atrativo para milhares de novos jihadistas.

O seu modus operandi inclui ataques suicidas, raptos, vergastadas, decapitações, crucificações e execuções sumárias. Com estes métodos bárbaros, o califa – título que não existia desde a abolição do Império Otomano, em 1924 – reclama-se “líder de todo e qualquer muçulmano”. E nessa condição quer incentivar a luta até à conquista… de Roma.

(Com informações da Agência Brasil, RTP (emissora pública de televisão de Portugal) e jornal Expresso)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação