
Central diz que não deixará de defender o trabalhador
Em nota divulgada nesta sexta-feira (17), o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, critica a proposta do presidente Lula de elevar para R$ 1.320 o valor do salário mínimo, embora enalteça os esforços de reparar “o desmonte orquestrado pelos governos Temer e Bolsonaro”. O dirigente sindical diz ainda que a entidade não foi consultada, e sugere que o piso salarial seja de R$ 1.382,71.
Apesar de ser identificada como braça sindical do partido do presidente, o PT, a CUT diz “não iremos nos contentar com a proposta atual”, e ressalta ainda que “não deixará de defender o trabalhador e seus direitos”. .
Eis a nota na íntegra:
O governo Lula em tentativa de reparação do desmonte orquestrado pelos governos Temer e Bolsonaro, divulgou aumento do salário mínimo para R$ 1.320,00, a vigorar a partir de maio.
O salário mínimo valorizado é o maior instrumento para se diminuir a desigualdade social, apontar para o crescimento do país e remunerar corretamente a força de trabalho.
A Central Única dos Trabalhadores, que conhece os direitos e representa a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, sabe que esse aumento não é o esperado nem suficiente.
A CUT estuda a fundo, de forma técnica, todos as variáveis que influenciam e afetam a vida do trabalhador. Os cálculos do DIEESE mostram que, se o Programa de Valorização do Salário Mínimo não tivesse sido interrompido, hoje valor deveria ser de R$ 1.382,71. O que significa uma valorização de 6,2%.
A retomada do crescimento econômico só se dará com uma política consistente de valorização salarial. É a força dos trabalhadores que movimenta a economia brasileira.
Não iremos nos contentar com a proposta atual.
É importante deixar claro que a CUT não foi consultada nem ouvida a respeito do novo valor do salário mínimo.
A CUT não deixará de defender o trabalhador e seus direitos.
Reafirmamos que R$ 1.382,71 é o valor mínimo que a Central Única dos Trabalhadores defende e pelo qual trabalha.
A CUT segue na luta.
- Sérgio Nobre
- Presidente nacional da CUT