Defensoria Pública pede realização de oficina em São Luís sobre planos de saúde

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O Núcleo de Defesa do Idoso, da Pessoa com Deficiência e da Saúde da Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA) solicitou da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a realização de uma oficina para representantes do setor e consumidores visando sanar dúvidas acerca dos regramentos dos planos de saúde. A solicitação se baseia numa agenda de oficinas que a Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos (Dipro) realizará em várias cidades do país até o fim de março.

A proposta é que São Luís também seja incluída na agenda para que clientes de planos de saúde possam esclarecer dúvidas e representantes empresariais possam buscar orientações para a correta adequação dos planos em relação às normativas publicadas pela ANS.

Fiscalização – Aproveitando a oportunidade, os defensores públicos solicitaram ainda esclarecimentos acerca do cumprimento dos termos da Resolução Normativa da ANS Nº 395/2016, que dispõe sobre as regras a serem observadas pelas Operadoras de Planos Privados de Assistência à Saúde nas solicitações de procedimentos e/ou serviços de cobertura assistencial apresentados pelos beneficiários, em qualquer modalidade de contratação.

De acordo com a norma, as operadoras de planos de saúde devem disponibilizar unidades de atendimento presencial, indicando os endereços disponíveis para atendimento ao beneficiário, e atendimento telefônico, contendo número da respectiva central de atendimento.

Tendo em vista essa obrigatoriedade, os defensores solicitaram informações à Agência sobre quais planos que operam atualmente na capital maranhense estão cumprindo a norma e quais ainda não disponibilizaram unidades de atendimento presencial, para que seja aberto procedimento administrativo fiscalizatório.

De acordo com o defensor Benito Pereira Filho, além dos transtornos enfrentados pelos usuários/consumidores para obter respostas formais por parte das operadoras, a ausência de atendimento presencial nas capitais também dificulta a resolução extrajudicial de demandas.

“Há também a questão das comunicações, nos casos em que tentamos resolver administrativamente as demandas. Precisamos enviar ofício para os escritórios regionais das operadoras, mas esses, geralmente, estão instalados em outros estados, o que gera dificuldades. Além disso, há os casos das intimações judicias, que demoram muito devido à ausência de escritórios nesta capital”, explicou o defensor.

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação