Delegado é taxativo ao afirmar que os crimes investigados na Saúde são do governo atual

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AQUILES EMIR

O delegado da Polícia Federal Wedson Cajé Lopes, que coordenou a quinta fase da Operação Sermão dos Peixes, deflagrada nesta quinta-feira (16), que desvendou um novo desvio de dinheiro na Secretaria Estadual da Saúde, foi taxativo: todos os crimes investigados ocorreram a partir de janeiro de 2015, ou seja, no atual governo. Ele fez questão de ressaltar que a PF não age com objetivos políticos, mas descartou qualquer envolvimento da gestão anterior no caso.

Um dos repórteres quis saber qual seria o envolvimento neste caso do ex-secretário Ricardo Murad, que chefiou a SES até janeiro de 2014, e delegado afirmou: “nenhum”.

Uma das pessoas detidas na operação é a ex-secretária adjunta Rosângela Curado (PDT), que foi deputada federal em substituição a Weverton Rocha (líder do seu partido na Câmara Federal) e candidata a prefeita de Imperatriz, numa coligação com o PCdoB, partido do governador Flávio Dino.

Contrariando a nota expedida na manhã desta quinta, pelo Governo do Estado, que disse não haver contratação direta  de sorveteria para prestar serviço de Saúde, pela respectiva secretaria, o delegado disse que o contrato foi firmado pela Assessoria Técnica da SES.

De acordo com o delegado, até janeiro de 2015 a empresa beneficiada era uma sorveteria e foi transformada numa gestora de hospitais, sendo responsável pelo abastecimento de salários para mais de 400 pessoas que não prestavam nenhum serviço na rede estadual de saúde.

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Além de Rosângela Curado (foto), foi preso o assessor técnico do secretário Carlos Lula, que era o responsável pela contratação das empresas de fachada para desviar dinheiro que seriam para a Saúde, bem como uma enfermeira em Imperatriz, que recebia super-salário e distribuía o dinheiro para diversas pessoas que eram alheias aos serviços da SES.

Ao todo foram cumpridos 18 mandados de prisão e 28 mandados de busca e apreensão. A lista só poderá ser divulgada pela Justiça Federal

Na entrevista coletiva, o representante da Controladoria Geral da União (CGU) estranhou o modo como estes desvios continuaram, mesmo depois de quatro operações anteriores.

Pelos cálculos do delegado, foram desviados mais de R$ 18 milhões, sendo que apenas a sorveteria faturou mais de R$ 1,2 milhão. Ele informou ainda que o levantamento do desvio deve aumentar, pois há coisas ocorridas até em 2017.

 

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação