Dia do Psicólogo: “Não vejo uma clínica possível sem afeto”, diz psicóloga

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Em Salvador, grupo oferece atendimento social a professores

Nesta sexta-feira, 27, os profissionais de Psicologia comemoram o seu dia. A data foi escolhida em alusão à regulamentação da profissão sancionada em 27 de agosto de 1962. Nessa data, cartões postais de diversas cidades colorem-se para homenagear os profissionais da área.

Diferentes caminhos levam esses profissionais a atuarem no cuidado da saúde mental de terceiros. No caso da psicóloga paulista Stella Moraes, de 35 anos, seu caminho foi escolhido por conta da admiração pelo acolhimento psicológico que recebeu em momentos importantes da sua vida: a separação dos pais e a orientação vocacional.

Stella Moraes se inspirou em psicólogas para também cursar Psicologia. Foto acervo pessoal

Para Stella, que já atua na área há nove anos, a Psicologia pode ser resumida em amor. “Não vejo a prática da Psicologia sem o amor, tanto para os meus pacientes quanto para mim.  Eu amo, é a minha paixão e não vejo uma clínica possível sem afeto. Quando eu descobri o que era Psicologia fiquei apaixonada e senti que era isso que estava me esperando”, defende.

União pela saúde mental – Cerca de 40% dos brasileiros participantes da pesquisa “Impacto Social do Confinamento pelo Surto de Coronavírus Covid-19 na América Latina – Brasil” afirmaram ter sentimentos de irritabilidade, aborrecimento, nervosismo, tensão, preocupação e dificuldades para relaxar na pandemia, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Entre os profissionais da educação, 72% afirmam ter sentido a saúde mental prejudicada nesse período, conforme dados da pesquisa Nova Escola.

Com intuito de dar suporte à saúde mental dos professores, uma das categorias que mais sentiram o impacto da pandemia, psicólogos de Salvador se uniram para oferecer atendimento com valor social aos profissionais da educação que necessitam de apoio psicológico. Segundo da pesquisa Nova Escola, entre os profissionais da educação, 72% afirmam ter sentido a saúde mental prejudicada nesse período pandêmico.

Psicólogo Davi Ferreira se uniu a outros colegas de profissão para atender professores com valor social. Foto acervo pessoal

De acordo com o psicólogo Davi Ferreira, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental, a ideia do projeto surgiu quando ele percebeu a grande demanda dos profissionais da educação pelo suporte psicológico, mas que encontravam a dificuldade de pagar por uma sessão. “A iniciativa do acolhimento psicológico com preço social para professores surgiu durante minha participação no podcast do Sala dos Professores, em junho desse ano, quando fui falar sobre saúde mental. Em meio ao bate-papo, junto com a interação dos professores percebi a necessidade de dar suporte a esse público”, explica Davi.

A coordenadora pedagógica Taís Rêgo, 34, soube dessa iniciativa por meio das redes sociais e procurou atendimento para ela e para os colegas de trabalho. Em sua avaliação, a iniciativa é positiva e está possibilitando melhor engajamento no seu serviço.

“A sensação é de que não pulamos uma etapa difícil, passamos por situações de estresse, de ter que lidar com o novo de uma forma imediata sem poder passar insegurança para nossos alunos, o que foi uma dificuldade muito grande para os professores. Então, eu acredito que todo acompanhamento com equipe multiprofissional é válido e ajuda o professor a lidar com as questões de estresse e insegurança”, pontua a coordenadora.

Professores interessados em receber suporte psicológico com preço social poderão agendar atendimento a partir de setembro, enviando mensagem para o Instagram @psidaviferreira. As consultas serão on-line para atender aos profissionais de qualquer lugar do Brasil, e presencial para residentes em Salvador.

Outra oportunidade é o projeto Apoiar – atendimento on-line, da Universidade de São Paulo, que oferece suporte psicológico gratuito para cidadãos residentes em qualquer cidade brasileira. Para receber atendimento os interessados devem enviar e-mail para: apoiar@usp.br.

E não para por aí! O Instituto Cactus, em parceria com a Casa de Marias, desenvolveu um projeto social de assistência psicológica gratuita durante a pandemia, para pessoas em situação de vulnerabilidade.

De acordo com a coordenadora geral da Casa de Marias, a missão do projeto “é cuidar, escutar e acolher, promovendo processos terapêuticos e curativos não só dentro dos consultórios, mas fora deles também”. As vagas para os atendimentos abrem toda segunda-feira e são ofertadas em dois formatos: grupos de acolhimento e plantões que visam atender demandas pontuais e emergenciais. Para consultar a disponibilidade de vaga é preciso entrar em contato pelo número de WhatsApp (11) 95851-3330.

(Agência Educa Mais Brasil)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação