Donald Trump diz que trabalha com outros países para desenvolver vacina para covid-19

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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que seu governo está trabalhando com outros países, em ritmo acelerado, para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus. Em evento na Casa Branca, em que muitos funcionários usavam máscaras, mas ele não, Trump expressou esperança de que uma vacina estará disponível antes do fim do ano, e disse que seu governo mobilizará forças para distribuir a vacina, assim que for descoberta.

O presidente afirmou que o governo investirá em todos os principais candidatos à vacina contra o novo coronavírus, e disse que a lista foi reduzida a 14 possibilidades promissoras, com plano para filtrar ainda mais as opções. O ex-executivo da GlaxoSmithKline Moncef Slaoui, a quem Trump recorreu para ajudar a liderar o esforço pela vacina, manifestou otimismo de que haverá progresso antes do fim do ano.

“Vi recentemente dados iniciais de um ensaio clínico com uma vacina contra o novo coronavírus. Esses dados me deixaram ainda mais confiante de que poderemos administrar algumas centenas de milhões de doses de vacina até o fim de 2020”, disse.

Slaoui não mencionou a vacina, mas uma desenvolvida pela Moderna Therapeutics, com a ajuda do Instituto Nacional de Saúde, ganhou recentemente aval da Food and Drug Administration (FDA) dos EUA para avançar à próxima fase de ensaios clínicos.

Especialistas têm alertado que deve levar de 12 a 18 meses ou mais para uma vacina ficar pronta para a população, mas o presidente busca reduzir esse prazo, enquanto minimiza a necessidade de vacina e incentiva o país a reabrir a economia.

OMS – Neste sábado (16), Trump afirmou que seu governo considera uma série de propostas sobre a Organização Mundial da Saúde (OMS), incluindo uma em que Washington pagaria cerca de 10% do que desembolsava anteriormente.

Em um post no Twitter, Trump destacou que nenhuma decisão definitiva foi tomada e que o financiamento dos EUA à agência mundial de saúde permanecia congelado.

O presidente suspendeu contribuições dos EUA à OMS em 14 de abril, acusando-a de promover a “desinformação” da China sobre a pandemia de coronavírus e dizendo que sua administração faria uma revisão da entidade. Representantes da OMS negaram as acusações, e a China insistiu que foi transparente e aberta.

Fox News, citando o rascunho de uma carta, veiculou que Trump estava preparado para liberar fundos parciais à OMS, igualando a contribuição estimada da China. Os EUA eram os maiores doadores da OMS. Se o país igualar a contribuição da China, como a Fox indicou, o novo nível de financiamento seria por volta de 10% do valor anterior, de US$ 400 milhões por ano.

Respondendo a críticas sobre a volta dos pagamentos, Trump disse que é apenas um dos vários conceitos que estão sendo considerados. “Pagaríamos 10% do que pagamos por vários anos, igualando um valor muito menor da China. Não tomei a decisão final. Todos os fundos estão congelados”.

(Reportagem de Andrea Shalal)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação