Eliziane Gama bate boca com senador por causa de Marielle Franco

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A reunião era para tratar de assuntos econômicos, mas a senadora Eliziane Gama (PPS) resolveu levar a prisão dos suspeitos de matar a ex-vereadora carioca Marille Franco para o debate e acabou provocando um bate-boca entre ela e o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Omar Aziz (PSD-AM).  Segue o debate:

– Não é um crime apenas contra uma mulher; é um crime contra uma ativista, uma mulher que lutou até a morte para o combate à violência, uma mulher que lutou com todas as suas forças para que realmente situações como essas pudessem ser evitadas, e ela, infelizmente, acabou pagando isso com a própria vida através de uma ação covarde e brutal – disse Eliziane Gama.

– É, mas não só com a Marielle. Acho que nós deveríamos ter força-tarefa para todas as mulheres que são assassinadas no Brasil, independentemente do nome, porque há muitas mulheres incógnitas no Brasil que são assassinadas também. Elas só não têm a felicidade de serem um nome nacional, como é a Marielle. A Marielle foi assassinada juntamente com um rapaz que era motorista dela, cuja família deve estar passando por dificuldades, até porque era ele quem pagava as contas – rebateu Aziz, que acrescentou:

– Eu acho que nós temos de ver o crime da Marielle? Sim! Mas há milhares de Marielles assassinadas e não há essa repercussão toda que a mídia dá –  declarou.

– Primeiramente, infeliz é o senhor quando fala da forma como se coloca em relação às mulheres – rebateu Eliziane.

– Infeliz? – indagou Aziz.

– O senhor falou da felicidade que a Marielle teve em morrer – acusou Eliziane.

– Não, não, não! Não faça isso não! – retrucou Aziz.

– Vossa excelência falou! Está registrado e pode colocar novamente. Vossa excelência disse que as mulheres, infelizmente, não tiveram a felicidade que a Marielle teve de ter uma repercussão nacional e internacional. Então, a palavra infeliz foi de vossa excelência” – insistiu Eliziane.

– Não, não! Eu não vou lhe pedir desculpas pelas palavras que eu coloquei. Todas aquelas que eu coloquei reafirmo. Quando eu falo em felicidade é porque o crime dela está sendo investigado pelo que se tem de melhor no Brasil. Foi isso. Agora, a senhora querer aqui dimensionar barbárie em um assassinato… Aí, a senhora não tem essa qualificação para dimensionar. Para mim, assassinato é assassinato –  disse Omar Aziz, que para encerrar o assunto foi mais incisivo:

– Não vou bater boca com a senhora, porque acho que a senhora está querendo colocar… Quer se melindrar, fazer mi-mi-mi em discussão que não é por mi-mi-mi – afirmou.

– Não é mi-mi-mi, presidente! Pelo amor de Jesus Cristo! Mi-mi-mi?! Tratar de um assunto dessa natureza é mi-mi-mi, presidente? – quis saber a senadora.

O líder do PSL, Major Olímpio (SP), oriundo da Polícia Militar, entrou na discussão:

– Sempre tive o entendimento de que o bandido é bandido, não há esquerda, não há direita, não há partido político. Conduta de bandido é conduta de bandido; conduta de miliciano, de pé de pato, de matador de aluguel, seja o jargão que se tenha, tem que ser combatido efetivamente no limite e no rigor da lei –  afirmou.

(Com informações da Agência Senado e Folha de São Paulo)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação