Manifestantes do MST invadem e depredam parque gráfico do Grupo Globo

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Em ato programado para o Dia Internacional da Mulher, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram nesta quinta-feira (08) pela manhã o parque gráfico do Grupo Globo. O complexo se localiza na Rodovia Washington Luíz, em Duque de Caxias, na Baixada fluminense.

A invasão começou cedo. De acordo com informações do MST, cerca de 800 mulheres chegaram ao local por volta de 5h30. O objetivo é denunciar a atuação da empresa naquilo que julgam ser prejudiciais à estabilidade da política brasileira.

Além das integrantes do MST, participaram também mulheres do Levante Popular da Juventude, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Em cartazes e palavras de ordem, também houve críticas à intervenção militar na segurança pública do estado do Rio de Janeiro e à proposta da reforma da Previdência Social.

Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiaram invasão. De acordo com as entidades, integrantes do MST, alguns dos quais portando facões, promoveram baderna e vandalismo nas instalações, fazendo pichações em vidraças e paredes. Eles teriam ateado fogo em pneus.

“É inadmissível que um grupo, que se diz defensor de causas sociais, ameace e ataque profissionais e meios de comunicação que cumprem a missão de informar a sociedade sobre assuntos de interesse público”, diz a nota conjunta.

E prosseguiu: “Atos criminosos como este são próprios de grupos extremistas, incapazes de conviver em ambiente democrático, e não pautarão os veículos de comunicação brasileiros”.

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Versão do MST – Em seu site, o MST, informou que os manifestantes mancharam de vermelho o letreiro externo da Rede Globo e da mesma forma o símbolo da emissora no hall de entrada do prédio, além de deixarem o recado nas paredes: “Globo golpista!”.

“Um julgamento como esse exige uma resposta radical. Precisamos mostrar que o povo não aceitará uma condenação com cartas marcadas.  Criou-se um espetáculo jurídico com nítida sustentação da rede Globo. O judiciário não sustentaria tanta inconstitucionalidade se não fosse a  emissora agindo por traz para se favorecer. Enquanto existir Globo, não haverá democracia” afirma Paulo Henrique do MST.

Os movimentos afirmam que não aceitarão caso o resultado do julgamento seja de condenação e prometem ocupar as ruas e radicalizar para garantir que Lula tenha o direito de ser candidato.

A Agência Brasil entrou em contato com o Grupo Globo, mas até o momento não obteve manifestação oficial da direção da empresa. De acordo com funcionários, medidas de precaução estão sendo adotadas em outros edifícios. Na Rua Marques de Pombal, no centro do Rio de Janeiro, por exemplo, o prédio onde fica a redação dos jornais O Globo e Extral, a portaria foi fechada.

(Com dados da Agência Brasil e MST e imagens do MST)

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação