Embrapa, secretarias de estado e Conecta assinam acordo para inovação social

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Iniciativa se espelhou no negócio Delícias do Babassu

Foi assinado nesta segunda-feira (1º) o termo de cooperação técnica entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Cocais), Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular e a startup Conecta Brasil 360. O acordo tem o objetivo de desenvolver metodologia de implantação, monitoramento e avaliação de estratégia de inovação social no estado do Maranhão.

A iniciativa se espelhou no negócio Delícias do Babassu, gerido por quebradeiras de coco babaçu quilombolas da Comunidade de Pedrinhas Clube de Mães de Anajatuba – MA. A Embrapa Cocais buscou a Conecta Brasil 360 para construir curso virtual para as quebradeiras de coco da comunidade e proporcionar visibilidade, conexão e estruturação de negócios para os produtos oriundos do coco babaçu.

O curso e a metodologia estão vinculados ao Projeto Bem Diverso, na atividade “Novos Processos Alimentícios com Babaçu, e ainda a dois projetos de pesquisa da Embrapa Cocais:  Novos alimentos com amêndoa de babaçu e Inovação na produção de alimentos com babaçu.

Para a chefe-geral da Embrapa Cocais, Maria de Lourdes Mendonça, a parceria vai permitir transformar em política pública uma metodologia técnico-científica que foi gerada no âmbito de um projeto de pesquisa liderado pela Embrapa Cocais com a participação da Conecta Brasil 360 que, juntas, vem promovendo capacitação de quebradeiras de coco da comunidade quilombola de Pedrinhas em temas relacionados à inovação e ao empreendedorismo.

“Ao assumir essa metodologia como política pública e ampliar essa ação para outras comunidades rurais em inovação e empreendedorismo, a Embrapa promove ciência, tecnologia e inovação por meio de pesquisas que valorizam o saber tradicional e o potencial do babaçu como espécie da sociobiodiversidade e identidade cultural do Maranhão”.

Distanciamento – Segundo a pesquisadora Guilhermina Cayres, responsável pelo projeto de pesquisa, está sendo realizado desde junho, totalmente online por conta da pandemia, para manter os contatos neste momento de distanciamento social e promover processo de capacitação em gestão de empreendimento coletivo, identificando e agregando valor aos seus produtos e desenvolvimento pessoal e profissional para autonomia e empoderamento às quebradeiras de coco.

“O curso tem propiciado também criar espaços significativos de aprendizagem e troca de experiências e apoiar no planejamento das atividades do grupo, contribuindo para o protagonismo das quebradeiras de coco nesse processo de maturidade do grupo, o que vai repercutir no produto final do trabalho delas e na cadeia de valor do coco babaçu”, completa Guilhermina.

O projeto é conduzido pela Embrapa e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) para a conservação da biodiversidade brasileira em paisagens diversas e de múltiplos usos, No Maranhão, abrange o Território da Cidadania – TC no Médio Mearim, na região dos Cocais. O babaçu foi definido como prioritário pelo Projeto Bem Diverso na região.

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação