Empatados, Corinthians e Palmeiras fazem sétima decisão do estadual paulista na história

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RAONI DAVID

Arquirrivais já se enfrentaram em seis decisões diretas pelo título paulista e cada um venceu três vezes

Corinthians e Palmeiras fazem nesta edição do Paulistão Sicredi 2020 a sétima decisão estadual entre eles na história. Os arquirrivais estão empatados com três títulos para cada lado e disputam a hegemonia no confronto em finais estaduais. Os jogos serão nesta quarta-feira (5), na Arena Corinthians e sábado (8) no Allianz Parque.

Na história, o Palmeiras venceu as três primeiras decisões disputadas pelos títulos de 1936, 1974 e 1993, enquanto o Corinthians descontou essa vantagem alviverde conquistando as taças de 1995, 1999 e 2018.

Vantagem alviverde – A primeira decisão direta entre as equipes aconteceu em 1937, valendo o título do Paulista de 1936. Campeão do primeiro turno, o Corinthians enfrentou o então Palestra Itália, campeão do segundo. Ficaria com o título quem somasse quatro pontos e o alviverde venceu o primeiro por 1 a 0, viu o título ser evitado com o empate sem gols na segunda partida e ficou com o título no terceiro jogo. Luizinho e Moacyr marcaram ainda no início do jogo e Filó descontou inutilmente para o Corinthians já na segunda etapa.

Mais de três décadas depois, o expediente se repetiu no Campeonato Paulista de 1974. Melhor time do primeiro turno, os alvinegros viram os alviverdes vencer o segundo e se qualificar à final em dois jogos. Sem vencer o estadual há 20 anos, a torcida corintiana vivia grande expectativa pelo título. Após o empate por 1 a 1 no primeiro jogo, Ronaldo marcou no segundo confronto para dar a taça ao Palmeiras. A decisão marcou a despedida do craque Rivelino do Parque São Jorge.

Quase 30 anos depois, quem vivia um jejum de títulos era o Palmeiras. Em 1993 já se passavam 16 anos sem conquistas. Vice em 1992, quando perdeu para o São Paulo, agora o rival seria o Corinthians do atacante Viola, que marcou o gol da vitória no primeiro confronto e imitou um porco, em provocação aos palmeirenses. No segundo confronto –tenso e cheio de expulsões- o Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo venceu no tempo normal por 3 a 0, ampliou o placar na prorrogação e ficou com a taça.

Empate alvinegro – Dois anos depois, o Corinthians venceria a primeira decisão estadual contra o rival num contexto extremamente desfavorável. Vice-campeão paulista e do Torneio Rio-SP em 1993 e do Campeonato Brasileiro em 1994, derrotado pelo Palmeiras, os corintianos enfim festejaram. Com as duas partidas em Ribeirão Preto e dois empates por 1 a 1 com gols de Marcelinho Carioca e Nilson, nos tempos normais, coube a Elivélton, na prorrogação, marcar o gol do título corintiano.

Quatro anos depois, os rivais viviam outro grande momento da história do dérbi. Com diversos encontros pela Taça Libertadores da América, o Campeonato Paulista de 1999 foi o ponto alto do período para os corintianos, derrotados nos mata-mata continentais. Um mês depois da eliminação na Libertadores, eles se reencontraram com o Palmeiras em meio à decisão do título continental. Derrotado por 3 a 0 no domingo, 13 de junho, no primeiro jogo da final do Paulista, o Palmeiras foi campeão da América na quarta-feira, 16. No domingo seguinte, na partida de volta, empate por 2 a 2 com direito a briga generalizada e a segunda conquista corintiana sobre o rival.

Em 2018, no último confronto entre eles na decisão, uma novidade: as novas arenas. Corinthians e Palmeiras voltavam a decidir um título paulista em suas casas depois de 81 anos, quando fizeram as finais da edição de 1936 no Parque Antarctica e no Parque São Jorge. Em campo, o Palmeiras venceu na Arena em Itaquera o jogo da ida por 1 a 0, mas viu o Corinthians devolver a vitória pelo mesmo placar no Allianz Parque. Nos pênaltis, melhor para os alvinegros.

O desempate tem início nessa quarta-feira (5) quando o Corinthians recebe o Palmeiras na sua Arena, em Itaquera, às 21h30. O jogo da volta está marcado para o sábado (8), às 16h30, no Allianz Parque.

(Da FPF com foto do Nosso Palestra)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação