Empresas maranhenses já faturaram mais de R$ 230 milhões em negócios com a Vale este ano

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Indústria de confecção maranhense manteve empregos após contrato firmado com a Vale

Apesar da crise, a Vale investiu R$ 233 milhões em compras de empresas maranhenses no primeiro semestre, segundo balanço divulgado sobre geração de empregos e impostos

Mesmo diante de um cenário de desaquecimento da economia motivado pela pandemia da Covid-19, 140 empresas genuinamente maranhenses faturaram R$ 233 milhões em negócios com a Vale no primeiro semestre do ano. Isso representou um crescimento de 57% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, a empresa investiu R$ 1,1 bilhão em compras locais e outros R$ 2,5 bilhões em compras para operações e projetos no Maranhão. Esses dados integram o balanço publicado com ações e investimentos da mineradora neste primeiro semestre. O relatório completo pode ser acessado em www.vale.com/ma.

Dentre as empresas locais que fecharam negócios com a Vale, estão as fabricantes de máscaras de proteção, que tiveram seus negócios impulsionados com a aquisição de quase 800 mil unidades do produto. “Fomos surpreendidos, como todo mundo, com a crise da Covid-19. No final de março, estávamos reunidos pensando nas demissões e no uso das medidas provisórias editadas pelo Governo Federal. Fechamos contrato com a Vale e tudo mudou de lá para cá. Não demitimos nenhum funcionário”, explica Leonardo Leocádio, sócio de uma indústria de confecção maranhense. 

Empregos e impostos – Ainda na contramão do mercado, a Vale gerou 516 novas oportunidades de emprego no Maranhão nos últimos seis meses e encerrou o período com 11,4 mil empregados próprios e terceiros. Isso corresponde a uma massa salarial  – que é a soma dos salários e benefícios pagos pela empresa – de R$ 321 milhões.


Uma das contratadas no semestre foi a jovem maranhense Elis Regina, que conseguiu seu primeiro emprego com carteira assinada em meio à incertezas da economia. “A contratação no ápice da crise me surpreendeu. Nunca imaginei começar minha vida profissional em uma empresa desse porte ainda mais em um período assim”, relata a jovem.

Em relação ao recolhimento de impostos, a empresa repassou R$ 167 milhões em impostos (ISS e ICMS) ao poder público de janeiro a junho. Um crescimento de 66% em relação ao mesmo período de 2019.

Sustentabilidade – Nas áreas de educação, saúde básica e geração de renda, R$ 15 milhões foram investidos pela Vale e Fundação Vale em projetos sociais voluntários no primeiro semestre do ano. A empresa também concluiu a doação de R$ 8 milhões em equipamentos ao Corpo de Bombeiros do Maranhão.

Para reduzir a emissão de carbono, a Vale tornou os trens da Estrada de Ferro Carajás semiautomáticos, diminuindo no consumo de combustível. Além disso, a empresa está se preparando para adotar o uso de óleo vegetal, um combustível renovável, na fabricação de pelotas e de fontes micro-ondas no processo de secagem das pilhas de minério de ferro antes de embarcarem nos navios.

Hospital de Campanha em Açailândia continua em funcionamento com 60 leitos: 53 de enfermaria e sete de UTI

Enfrentamento à Covid-19 – Em paralelo à contribuição econômica e tributária, a Vale atuou no combate à Covid-19 em parceria com os governos Estadual e Municipais. Para apoiar o sistema público de saúde do Maranhão, a empresa implantou um hospital de campanha em Açailândia com 60 leitos, concedeu, por três meses, 10 ambulâncias com estruturas de UTIs móveis, e realizou, por meio do projeto Ciclo Saúde, ações educativas nas Unidades Básicas de Saúde.

Como parte das doações ao Governo Estadual, a empresa forneceu mais de 7,2 milhões de EPIs, 124 mil itens de material de limpeza hospitalar, 59 mil testes rápidos para Covid-19, 12 mil litros de álcool gel 70% e 1,5 mil equipamentos de uso médico. Para o Governo Federal, foram doados mais de 5 milhões de testes rápidos para Covid-19 e 15,8 milhões de EPIs. Ao todo, a Vale investiu R$ 470 milhões em ações de enfrentamento ao novo coronavírus no Brasil.

“O mundo vive um cenário que exige a colaboração de todos. Fizemos mudanças em nossas jornadas de trabalho para atender aos protocolos mundiais de saúde e proteger nosso quadro profissional, além de estarmos colaborando com o poder público na assistência de saúde à população para o enfrentamento desta pandemia”, destacou Luis Allevato, gerente executivo do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís.

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação