Enem: graduados veem a prova como opção para mudar de área

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Latin students in the classroom. female student with twisted hair wearing mask and writing in notebook with a pen. Covid-19. Pandemic.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, avaliação não é somente para estudantes do ensino médio

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), embora seja visto por alguns como uma avaliação direcionada apenas para os estudantes em período escolar, não limita a idade dos participantes. Ao lado dos marinheiros de primeira viagem no quesito vestibular, muitos adultos enxergam na avaliação a oportunidade tanto de testar os conhecimentos, quanto poder mudar de vida.

Acostumado a fazer o Enem desde 2011, quando conseguiu ingressar no curso de Comunicação Social com a nota da prova, o jornalista Roberto Paim, de 29 anos, participou da edição mais recente da avaliação para testar os conhecimentos e, a depender do rendimento, pleitear uma vaga no curso de Pedagogia.

“Esse ano, embora eu esteja querendo ir para uma outra graduação – mais para unir com comunicação mesmo -, eu fiz a prova sem muita pressão ou expectativas. Acho que minha tranquilidade (para fazer o Enem) vem daí. Outras pessoas podem ficar mais ansiosas porque dependem mesmo da prova para iniciar um curso ou uma carreira. No meu caso, se não rolar, ok, porque já tenho uma formação e trabalho na área”, explica Roberto.

Enquanto esperava na sala onde responderia à avaliação, Roberto ouviu de uma das fiscais de prova algo que lhe chamou a atenção: “ouvi a moça que trabalhava como fiscal comentar com outra que os participantes mais novos sempre chegam com uma ansiedade maior, e que os com mais idade ficam mais tranquilos”.

O estudante Matheus Ferreira Leandro, de 22 anos, também participou do Enem mais uma vez. Ele, que havia feito o exame em 2017, recém-concluído o ensino médio, na época sentiu-se bastante pressionado por fazer a prova pela primeira vez e, por isso, não alcançou uma pontuação satisfatória.

Atualmente, cursando o 7º semestre de Direito em uma instituição particular, ele concilia os estudos com o bacharelado em Ciências da Computação e técnico em Desenvolvimento de Sistemas.

Matheus se inscreveu no Enem 2021 com intuito de migrar da área do Direito para Tecnologia. “Pretendo concluir Direito, mas para ficar como segunda opção. Eu quero fazer a transição para a área de tecnologia e pretendo usar a nota do Enem para concorrer a uma vaga em universidade federal, que tem respaldo e é sem custo”, esclarece o estudante. Ele conta, ainda, que não sentiu preconceito no seu local de prova por não ser recém-formado do ensino médio e percebeu a presença de pessoas mais velhas do que ele na sala onde fez a prova.

Na edição de 2021, o Enem teve a maioria dos inscritos na faixa etária menor ou igual a 16 anos (1.998.402). Em seguida, a quantidade expressiva deu-se entre os inscritos de 21 a 30 anos (354.141). Os inscritos com 31 a 59 anos somaram 200.380, enquanto os sexagenários e maiores de 60 anos reuniram 3.033 pessoas.

Comprovante de presença – Pensando nos adultos que precisam se ausentar do local de trabalho para prestar o Enem, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibiliza, para todos os participantes inscritos, o comprovante de presença. O documento para atestar a presença do candidato no próximo domingo (28) já está disponível para emissão e deve ser solicitado até antes do início da prova.

O comprovante pode ser emitido na Página do Participante. Para acessar, é preciso ter em mãos o login e senha únicos cadastrados no portal do Governo Federal (gov.br).

A declaração deve ser impressa e apresentada ao chefe de sala antes do participante entrar na sala de prova, no momento da identificação. O Inep não fornece comprovante de presença após a aplicação do exame.

(Agência Educa Mais Brasil)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação