Estudantes do Sesi em São Luís e Imperatriz se preparam para a etapa nacional da F1 in Schools

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Devido a pandemia do Covid-19, competição será remota

Estudantes do Serviço Social da Indústria (Sesi) de São Luís e de Imperatriz realizam os últimos ajustes para competir na etapa nacional do F1 in Schools. Devido a pandemia do Covid-19, a competição ocorrerá remotamente.

As equipes receberão links distintos com os horários de entrada para as salas virtuais de avaliação de cada categoria: Apresentação Verbal, Engenharia, Empreendedorismo (Marketing e Pit Virtual), Gestão de Projeto e, por fim, Projeto Social. O processo de julgamento será o mesmo utilizado no evento presencial.

Para as Corridas Contra o Relógio, as equipes deverão enviar os carros para o Sesi. Para garantir a transparência dos processos e do evento, as corridas serão transmitidas ao vivo para os times e os carros serão disparados automaticamente.

O programa F1 in Schools, desafia estudantes de 9 a 19 anos a criarem empresas para competir em uma pista de corrida em miniatura. Em 2021, a competição acontece de forma online, de 8 a 26 de junho.

A competição é realizada há alguns anos no Brasil e desafia os alunos a projetarem uma empresa e protótipo de carros de Fórmula 1, além de vivenciar, durante a prova, toda a experiência de uma corrida. As escuderias têm como desafio construir um carro em miniatura, criar um logotipo, divulgar na mídia, conseguir patrocínios e parceiras e desenvolver projetos sociais e integra o Torneio Sesi de Robótica.

As escuderias maranhenses vão disputar o campeonato com 31 times, compostas por 160 estudantes da rede Sesi de 17 estados brasileiros. O Maranhão será representado pelas equipes Pugnator, Spartacus e Ragnar da Escola Sesi Anna Adelaide Bello e Grafeno da Escola Sesi de Imperatriz.

Cada membro tem uma função com o objetivo de ajudar a equipe e todos devem colaborar. Na parte técnica, que é projetar um minicarro, os estudantes precisam aprender a usar um software que é o Fusion 360. Esse carro vai participar de uma corrida numa pista de 20 metros, impulsionados por um cilindro de CO² e podem chegar a 80 km/h em menos de um segundo, conforme o recorde mundial. Os alunos precisaram, ainda, criar sua própria marca, com logotipo, e precisam ter também um plano de negócios para divulgar o produto.

Para o professor do Sesi, Luís Fernando Silva, a F1 in Schools é uma oportunidade para os alunos, pois o projeto vai além da sala de aula. “A escola se preocupa em preparar o aluno para o futuro. Estamos desenvolvendo esse projeto, trabalhando o empreendedorismo e as competências socioemocionais, para que o estudante leve isso quando entrar no mercado de trabalho futuramente”.

O campeonato, que faz parte de um projeto internacional realizado pela própria Fórmula 1, reproduz desafios profissionais envolvidos em uma corrida de carros do início ao fim, desde a criação da escuderia até o enfrentamento nas pistas.

Para a aluna Giovanna Jorge, 16 anos, a expectativa é grande. “Estamos trabalhando nos últimos meses apesar da pandemia e o mais bacana do projeto é que trabalhamos com várias áreas: do marketing à engenharia!”.

“Não se trata só de velocidade, mas também de aerodinâmica, tudo se conecta à ciência e à tecnologia”, explica o superintendente do Sesi-MA, Diogo Lima. “Os alunos de robótica apresentam um desempenho melhor em sala de aula e desenvolvem habilidades importantes, como trabalhar em equipe”, finaliza.

O aluno Lucas Corte comentou que participar do programa significa uma oportunidade diferente, pois é único e feito para jovens estudantes, como ela. “Vai nos ajudar a descobrirmos futuros profissionais interesses, além de participar desta caminhada que me mostrou um grande interesse em Marketing, competir pela primeira vez será um grande aprendizado em diversos fatores, como acadêmicos, sociais, tecnológicos”, ressaltou.

Premiação – Para reconhecer o esforço e empenho das equipes, a competição possui dezessete prêmios ao todo. Os times podem concorrer aos seguintes troféus: Prêmio Melhor Engenharia do Carro, Prêmio Escrutínio FIA, Prêmio Patrocínio e Marketing, Prêmio Pensamento Criativo, Prêmio Reconhecimento de Conquista do Comitê dos Juízes, Prêmio Pesquisa e Desenvolvimento, Prêmio Carro Mais Veloz, Prêmio Identidade Visual, Prêmio Estande, Prêmio Apresentação Verbal, Prêmio Gestão de Projeto, Prêmio Mídias Digitais, Prêmio Melhor Desempenho Feminino e, por fim, Prêmio Projeto Social.

Além do troféu de primeiro lugar, a equipe vencedora garante vaga para o campeonato mundial. Já o segundo colocado será indicado para compor uma equipe colaborativa com alunos de outro país para competir no mundial.

De qualquer forma, fazer parte do F1 in Schools, seja competindo ou avaliando, já é uma grande vitória de aprendizado, desenvolvimento e muito mais. Pensando nisso, todas as equipes e técnicos que participarem receberão medalhas. As equipes enviarão os carros para o Sesi Nacional e acompanharão o disparo automático via transmissão ao vivo. As reuniões aconteceram de forma remota e os treinos estão sendo realizados respeitando todos os protocolos de segurança.

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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