Exportações do agronegócio no Maranhão têm uma queda de 34% na comparação com 2015

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AQUILES EMIR

Apesar de responder por 18% das exportações do agronegócio na região Nordeste, ocupando o segundo lugar, atrás apenas da Bahia, cuja participação é de 50,7%, o Maranhão sofreu uma retração de 34,2% nas exportações do agronegócio ano passado  na comparação com 2015, a segunda maior queda da região, atrás apenas do Piauí, que teve um desempenho negativo de 58,4%. Os dados são do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão vinculado ao Banco do Nordeste.

De acordo com o estudo, o Maranhão foi o segundo maior exportador na região, com um volume de US$ 1,069 bilhão, mas sua perda, na comparação com as vendas de 2015, foi de US$ 557 milhões. A soma dos nove estados nordestinos corresponde a US$ 5,937 bilhões, um desempenho negativo de 24,0%.

Segundo o Etene, os produtos florestais lideraram as exportações do agronegócio no Nordeste ano passado, com destaque para a celulose, que registrou US$ 1,7 bilhão em vendas (28,1% do total). Apesar dos números expressivos, as atividades registraram queda de 17,3% no valor exportado e de 1,0% na quantidade embarcada. O Etene destaca que Bahia e Maranhão são os principais estados produtores de papel e celulose, com 65,1% e 34,9% do valor exportado, respectivamente.

Depois da celulose vêm os produtos do complexo soja, com vendas de US$ 1,3 bilhão em 2016. Apesar da importância desses valores, ocorreu expressiva queda de 45,5% no valor. A quantidade embarcada do grão recuou 40,0%, o correspondente a 2,462 milhões de toneladas a menos, resultado da longa estiagem que assolou a região e em função da queda do preço dessa commodity. A Bahia, responsável por 62,8% das vendas externas de soja, apresentou queda de 40,8% na receita. Já o Maranhão (29,6%) e Piauí (7,6%) registraram diminuição de 45,8% e 66,0%, respectivamente (veja gráfico).

Desempenho – As frutas representaram o terceiro produto do agronegócio na região, com as vendas somando US$ 613,9 milhões, 10,3% do total do setor, tendo registrado incremento de 2,7% em relação ao ano anterior. Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte são importantes exportadores de frutas na Região, com destaque para a manga, uva, melão, melancia e castanha de caju. O complexo sucroalcooleiro, um dos mais tradicionais do Nordeste, foi quarto segmento do agronegócio nordestino com vendas de US$ 517,5 milhões em 2016, representando um acréscimo de 24,6% em comparação com o ano anterior. Pernambuco e Alagoas são os principais produtores de canade-açúcar do Nordeste.

Os Estados da Bahia, Maranhão e Ceará responderam por 80,0% das exportações do agronegócio nordestino. Rio Grande do Norte (14,6%), Sergipe (9,7%), Paraíba (9,5%) e Ceará (1,6%) aumentaram as vendas externas em 2016 relativamente a 2015. O bom desempenho do estado potiguar foi devido ao incremento das exportações de melões (19,2%), castanha de caju (45,4%), melancias (29,8%) e mamões (papaias) (11,6%). Em termos absolutos, as maiores perdas ocorreram na Bahia (US$ 973,9 milhões) e Maranhão (US$ 557 milhões), motivadas pela redução das exportações de soja e celulose.

 

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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