Faltou ar na altitude da Bolívia, mas o Fluminense avançou na Copa Sul-Americana

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O Fluminense garantiu sua classificação para a próxima fase da Copa Sul-Americana, nesta quina-feira (10), em Potosí (Bolívia), mesmo sendo derrotado por 2 a 0 pelo time local Grêmio Potosí.  Jogando num altitude de 4 mil metros de altitude, com atletas praticamente sem ar, o tricolor carioca foi beneficiado pelo placar construído por por 3 a 0 no jogo de ida, no Rio de Janeiro (RJ).

Os efeitos da altitude afetaram o elenco, como foi o caso de Marcos Junior, que ficou fora da partida porque não se adaptou ao ar rarefeito, mas superando todas as dificuldades o Fluminense fez um primeiro tempo seguro, mas o panorama mudou na segunda etapa. Com menos de 15 minutos, os bolivianos já venciam por 2 a 0, gols marcados pelo atacante Reina. Bastava apenas mais um para a decisão ir para os pênaltis.

O tricolor chegou a criar oportunidades de marcar o gol que facilitaria as coisas, por outro lado deixou o torcedor apreensivo em alguns momentos. No fim, uma classificação com a cara desse time que não se abate diante da dificuldade.

 

Jogo de “180 minutos”
A Sul-Americana é uma competição como a Libertadores. Times diferentes, formato um pouco diferente. Mas no mata-mata, você joga 180 minutos e leva quem tiver feito o melhor placar. E nós conseguimos fazer um placar no Maracanã. Aquele é o meu time. Lá conseguimos jogar, aqui não foi possível jogar. Sem tirar os méritos do Potosí. Tínhamos na cabeça os jogos em Quito, no ano passado. Então sabíamos que seriam muitas bolas levantadas na área, em função disso foram importante os três zagueiros fixos, para que não tivéssemos desvantagem numérica nos cruzamentos.

Desumano – O técnico Abel Braga exaltou a luta da sua equipe e ressaltou que as condições não permitiam que a equipe apresentasse um bom futebol.

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“Hoje foi na alma. Fizemos oxigênio no hotel, antes do aquecimento, antes do jogo e no intervalo. É surreal. Isso não é para ser humano. Eu disse aos meus atletas que se fosse 3 a 0, iriamos nos classificar do mesmo jeito”.

Sobre jogar em Potosí, Abel disse que é desumano. “Tivemos jogador precisando de oxigênio no hotel, antes do jogo, no aquecimento, no intervalo… não é possível. Pela bravura, merecemos a classificação”.

Abel disse que procurou não falar com os jogadores sobre essa questão da altitude, “para não passar que estávamos preocupados ou até mesmo com medo, mas não tenha dúvida que desde o início sabíamos que a dificuldade seria muito grande, mesmo com a vantagem”.

(Com dados e imagens do Fluminense)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação