Federação das Indústrias completa nesta segunda-feira 53 anos de atuação em favor do setor produtivo maranhense

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Entidade articula integração do setor produtivo com poder público 

A Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema) comemora nesta segunda-feira (27), 53 anos de atividades e serviços prestados em favor da indústria maranhense e do setor produtivo como um todo. Quando do seu nascimento, as atividades industriais tinham como maior expressão os setores de têxtil, oleaginosas e beneficiamento de algodão e arroz.

Para Edilson Baldez, presidente da entidade, “foram importantes alavancadores do nosso PIB. Nestas antigas plantas, produtos maranhenses tiveram destaque no mercado. É bom lembrar também, que o nosso estado foi o principal fornecedor de óleo de babaçu bruto, insumo primordial para a de muitos produtos e de grande aplicabilidade industrial”, e acrescenta:

“Somos a quarta maior economia do Nordeste. Nosso PIB chega a R$ 93,8 bilhões (2019), conforme o IBGE. Hoje, o segmento industrial contribui com 18,5% da riqueza gerada em solo maranhense”.

Baldez ressalta, ainda, que, apesar de estar completando mais de meio século de existência, ainda há muito caminho a percorrer em prol do setor industrial e que muitos avanços dependem da articulação com o setor público.

“Precisamos das reformas que o país tanto anseia. Precisamos da flexibilização e racionalização dos impostos com a Reforma Tributária que continua em pauta na Câmara Federal”. Segundo o representante da Fiema, o Brasil e o Maranhão precisam mudar.

Edilson Baldez destaca importância da entidade para o desenvolvimento do estado

“Precisamos garantir ambiente seguro e favorável aos negócios, animando os investimentos e possibilitando a recuperação da economia, gerando empregos, renda e melhor qualidade de vida para a sociedade. Só nesse caminho poderemos ter desenvolvimento. E isso só é possível com a cooperação entre Governo, Classe empresarial e investidores. Não podemos ver os grandes projetos desistirem do Maranhão por falta de uma legislação ou da insegurança jurídica. Precisamos pensar o Maranhão daqui a 10, 15, 20 anos e para isso precisamos planejar. Potencial hidrológico, eólico, solar e humano o Maranhão tem”, enfatiza.

Histórico – No seu primeiro momento, a Fiema foi comandada pelo industrial Haroldo Cavalcanti, mas teve curto período de atuação, sendo interrompida em 1964. Menos de quatro anos depois, em 1968, a instituição renasceu para uma nova fase, percorrida até hoje.

Concebida pelo esforço de empresários que buscavam a construção de uma indústria forte e preparada para os desafios da época. Desde então, a Federação tornou-se um instrumento fundamental para o acionamento de políticas industriais voltadas ao nosso parque fabril, chegando aos cinquenta anos e três anos de plena existência.

Sistema – O Sistema Federação das Indústrias é composto pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), pelo qual leva assistência social a industriários e à sociedade em geral; o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), para capacitação profissional; e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), que faz a integração de empresas com instituições de ensino, em especial universidades e órgãos de pesquisa.

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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