Federação das Indústrias desenvolve estudo o setor da indústria de bebidas no Maranhão

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Fábricas de bebidas são 1,2% das indústrias de transformação

A Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), por meio da Coordenadoria de Ações Estratégicas, acaba de lançar uma série de publicações online sobre setores industriais relevantes para o desenvolvimento do Maranhão.  “A nossa perspectiva é que esses estudos possam servir de subsídio na formulação de políticas públicas, de natureza econômica, social ou de infraestrutura e orientar a elaboração de planos de ação de entidade que compõem o Sistema Fiema em médio e longo prazo”, enfatiza o coordenador de Ações Estratégicas e responsável pelos estudos, José Henrique Polary.

De acordo com o estudo, a fabricação de bebidas é uma das atividades industriais tradicionais com importância na economia brasileira. Possui variados níveis tecnológicos, diferentes escalas de produção e empresas de todos os tamanhos, alcançando um mercado variado em termos de classes de consumidores. Alguns dos seus segmentos, no entanto, são fortemente concentrados, em torno de um número restrito de grandes empresas, muitas vezes formadas por fusões, aquisições e licenciamentos de marcas entre companhias com atuação mundial.

Deve-se registrar que este setor é marcado por muitas atividades informais, principalmente naquilo que se refere a fabricação de aguardentes, subestimando, em muito, as estatísticas oficiais. Estima-se que a indústria de bebidas seja responsável pela geração de 2,8% do PIB Industrial do Maranhão (IBGE, 2018).

No panorama nacional é possível destacar que o segmento de bebidas, ao longo dos últimos de anos, tem sabido aproveitar as oportunidades abertas com o surgimento de novas classes de consumo no país e, assim, puderam ampliar a capacidade de produção e promover a diversificação dos seus produtos.

Não é demais dizer que as cervejas e os refrigerantes são os itens responsáveis por mais de 75% das vendas da indústria fabricante de bebidas no país, que se distribuem por diferentes marcas, escalas de produção, tamanhos de empresas e classes de consumo.

Segundo o IBGE/Cadastro Central de Empresas, a Indústria de Transformação, no Brasil, possuía, em 2018, um total de 407.579 unidades locais industriais. Destas, 4.937 dedicavam-se à fabricação de bebidas.

As fabricas de bebidas somam apenas 1,2% de todas as indústrias de transformação, com participação maior das fabricantes de bebidas alcoólicas (3.225 unidades). Entre estas, sobressai o número de unidades produtoras de aguardentes e outras bebidas destiladas, com 26,3% delas.

Fabricantes – No Maranhão, segundo dados do IBGE, registrava-se, em 2018, um total de 59 unidades fabricantes de bebidas, o que corresponde a 6,1% do total da região Nordeste que, por sua vez, representa 19,6% do total nacional. Dentre as unidades maranhenses, 39 foram classificadas como estabelecimento industrial com 5 ou mais pessoas ocupadas.

O número de indústrias de bebidas no estado representa somente 1,9% de todas as indústrias de transformação, ligeiramente acima da registrada para o Nordeste (1,8%), em 2018.

O número de empresas desse segmento no Maranhão aumentou 78,8%, entre 2010 e 2018, enquanto, na região nordestina, esse aumento foi de 13,4% apenas. Trajetória diferente do conjunto da indústria de transformação que regrediu, em número de estabelecimentos, 4,7% no Maranhão e 12,5% no Nordeste, no mesmo período. A maioria das indústrias de bebidas está dedicada à fabricação de bebidas não alcoólicas: 66,1% no Maranhão, e 64,1% no Nordeste.

Segundo o IBGE, as 59 unidades locais industriais voltadas para a fabricação de bebidas, no estado, respondiam pelo emprego de 2.777 pessoas, representando um tamanho médio/estabelecimento de 47,1 trabalhadores, a maior média dentre os estados nordestinos. No Brasil, a média de pessoas empregadas nesse gênero de indústria, em 2018, era de 26,4 pessoas por estabelecimento.

Internamente ao segmento de Bebidas, sobressaem os estabelecimentos fabricantes de não alcoólicas, quase o dobro das que produzem bebidas alcoólicas, no ano de 2018, seja no Maranhão, seja no Nordeste, segundo dados do IBGE/Cadastro Central das Empresas.

O estudo setorial da Fiema destaca ainda que, no Maranhão, a fabricação de aguardentes e outras bebidas destiladas conta com 13 empresas e, em segundo lugar, a fabricação de malte, cervejas e chopes com 7 unidades. E no total das bebidas não alcoólicas, a maior concentração é fabricação de águas envasadas (31 estabelecimentos) e, logo em seguida, a fabricação de refrigerantes e outras bebidas não alcoólicas (8 unidades), sendo que São Luís, Imperatriz e São José de Ribamar, de terem as maiores concentrações e abrigam 44,4% dessas unidades, com predomínio para os fabricantes de bebidas não alcoólicas.

O estudo completo sobre o setor pode ser baixado no formato de e-book, no site da Federação: www.fiema.org.br/publicacoes

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação