Federação das Indústrias discute Logística e Infraestrutura no 2° Seminário do Projeto Arco Norte

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Ação ouviu representantes da Emap e Vale para elaboração de estudo 

O Grupo de Trabalho Pensar o Maranhão da Federação das Indústrias (Fiema) promoveu nesta quinta-feira (29) a segunda edição do Seminário Técnico do Projeto Arco Norte. O evento teve como tema central logística e infraestrutura, que envolvem grandes vetores futuros de desenvolvimento do Maranhão.

“Esse projeto é de grande envergadura e a nossa perspectiva é de produzir bons resultados não só para o GT, onde nasceu a proposta, mas para todo o Estado”, enfatizou o coordenador do Pensar o Maranhão e vice-presidente executivo da Fiema, Luiz Fernando Renner.

O seminário foi aberto com a apresentação dos resultados parciais e preliminares dos primeiros seis meses dos estudos sobre o Arco Norte, elaborados pelos consultores da Fiema, Allan Kardec Barros, professor da UFMA e ex-diretor da ANP e Ronaldo Carmona, professor da Escola Superior de Guerra.

Para tratar sobre o tema central, o seminário contou com a presença do consultor independente, Eduardo Calleia Junger, do presidente da Emap, Ted Lago e do Gerente Geral da Vale, Pedro Aderson, além do diretor regional do Senai, Raimundo Arruda, de Fernanda Rego, que representou o superintendente do Sesi Diogo Lima, do superintendente da Fiema, César Miranda e do coordenador de Ações Estratégicas da Fiema, José Henrique Polary.

Logo em seguida, o seminário contou com a presença do consultor Eduardo Calleia que apresentou “O Maranhão no Arco Norte do território brasileiro: desafios logísticos e de infraestrutura”.

O presidente da Emap, Ted Lago, proferiu palestra sobre Complexo Portuário do Maranhão: características, vantagens comparativas e desafios para uma agenda de futuro para o Porto do Itaqui.

O gerente geral da Vale, Pedro Aderson, que abordou o tema “a contribuição do Sistema Norte para a meta de produção de 400 milhões/t/ano de minério de ferro: gargalos logísticos a serem enfrentados e tendências à médio e longo prazos do mercado de minério de ferro.

“Movimentamos hoje pela Estrada Carajás um pouco mais de 200 milhões de toneladas de minério de ferro, 15 milhões de cargas geral com grãos, celulose e combustíveis. Parar nesse momento e fazer um planejamento e receber esse convite da Fiema para falar ao longo prazo, olhando 2042, é fundamental para que se possa ter uma política de logística diferenciada e melhorada para o Maranhão”, destacou o gestor da Vale, Pedro Aderson.

O próximo encontro ainda abordará a questão da infraestrutura e reforçará a importância e a urgência do Maranhão para ampliar e melhorar a malha ferroviária, além de intensificar os investimentos nas rodovias.

Ao todo serão quatro encontros que vão discutir os grandes vetores futuros de desenvolvimento do Maranhão, estruturado em quatro áreas: Indústria, Agronegócio, Logística e Infraestrutura e Energia. Vale ressaltar que a reunião aconteceu em formato híbrido e seguiu todas as normas sanitárias.

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação