Federação das Indústrias homenageia políticos e empresários na festa dos seus cinquenta anos

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Na comemoração dos cinquenta anos da Federação das Indústrias (Fiema) foram comemorados homenageados industriais, líderes que comandaram a instituição ao longo de cinco décadas; representantes do poder público estadual e municipal, além de representantes do Sistema Indústria Nacional. Eles receberam medalhas do Mérito Industrial (concedida pelo Conselho da Ordem da Medalha do Mérito Industrial da Fiema) pelos relevantes serviços prestados à indústria maranhense.

Os líderes empresariais Carlos Gaspar e Jorge Mendes receberam medalhas e placas em reconhecimento à participação na refundação da entidade. Já o industrial Ricardo Nascimento, presidente do Grupo Ferroeste e da Siderúrgica Aço Verde do Brasil, foi homenageado em nome de todos os empresários da indústria maranhense. Também receberam as medalhas do Mérito Industrial o vice-governador Carlos Brandão; o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior; o presidente do Conselho Nacional do Sesi e presidente eleito do Sebrae Nacional, João Henrique Almeida Sousa; e o diretor de Serviços Corporativos da CNI, Fernando Trivellato.

O presidente Edilson Baldez lembrou, em seu discurso, as atividades industriais em destaque na época da fundação, como o expressivo polo têxtil e o setor de oleaginosas e da indústria de saneantes, ambos com fábricas instaladas no estado. “Foram importantes alavancadores do nosso PIB. Nestas antigas plantas, produtos maranhenses tiveram destaque no mercado”, destacou. Baldez frisou ainda que o Maranhão foi o principal fornecedor de óleo de babaçu bruto, insumo primordial para a fabricação dessa linha de produtos e também de grande aplicabilidade industrial.

“Somos a quarta maior economia do Nordeste e temos em nosso território 3,4% da população do Brasil. Nosso PIB chega a R$ 86,3 bilhões (2016), conforme o IBGE. Hoje, o segmento industrial contribui com 19% da riqueza gerada em solo maranhense”.

História – No seu primeiro momento, a Fiema foi comandada pelo industrial Haroldo Cavalcanti, mas teve curto período de atuação, sendo interrompida pelo governo militar em 1964. Menos de quatro anos depois, em 1968, renasceu para uma nova fase, percorrida até hoje.

A instituição tem por principal missão defender os interesses da indústria maranhense, tendo sido concebida pelo esforço de empresários que buscavam a construção de uma indústria forte e preparada para os desafios da época. Desde então, a Federação tornou-se um instrumento fundamental para o acionamento de políticas industriais voltadas ao nosso parque fabril, chegando aos cinquenta anos de plena existência.

Baldez ressaltou que, apesar de estar completando meio século de existência, ainda há muito caminho a percorrer em prol do setor industrial e que muitos avanços dependem da articulação com o setor público.  “Do novo presidente do Brasil serão cobradas as reformas que o país tanto anseia. Precisamos garantir a aposentadoria dos brasileiros com a Reforma da Previdência. E a flexibilização e racionalização dos impostos com a Reforma Tributária que está iniciando na Câmara Federal”.

(Com dados da Fiema e fotos de Veruska Oliveira)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação