Flávio Dino joga pesado para cima de Zema e diz que governador mineiro quer vestir roupa de Bolsonaro

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Para ministro, Zema quer antecipar eleição de 2026

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), respondeu com contundências às insinuações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que insinuou ter o governo feito “vistas grossas” para se beneficiar dos atos de vandalismo do último dia 08 em Brasília (DF). Numa entrevista à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre (RS), na manhã de segunda-feira (16), o Zema afirmou que o governo Lula quis sair como “vítima” da história.

Com esta declaração, o governador mineiro deu eco às insinuações de que tanto o ministro da Justiça quanto o da Defesa, José Múcio, nada fez diante dos alertas da agência da inteligência nacional Abin sobre os riscos das manifestações.

Numa entrevista ao programa Fórum Onze e Meia, da TV Fórum, pertencente ao portal Forum, ainda na segunda-feira, o ministro rebateu as declarações de Zema.

Ele chegou a ironizar, dizendo que o governador talvez esteja querendo assumir o lugar do ex-presidente Jair Bolsonaro, e disse que esta fala pode soar como defesa a terroristas.

“Me espanta que o governador Zema tente vestir a roupa do Bolsonaro. Não cabe nele… É preciso que ele tenha algum amigo sincero que diga a ele… Primeiro porque Minas Gerais é a terra de Tiradentes, de Tancredo Neves, é a terra da democracia… Então não é possível que um governador de modo vil se alinhe à extrema direita para proteger terrorista”, disse.

Para o ministro, “fica feio” porque Zema foi um dos governadores presentes na reunião com Lula depois dos ataques terroristas. “E por que que não falou? Por que ele não perguntou a mim, que estava lá? Por que não perguntou ao presidente da República, que estava lá? Seria mais decente do que falar posteriormente”, seguiu.

“Um apelo que eu faço ao governador: num momento grave é preciso ter ponderação. Imagine se alguém tivesse dito no dia seguinte à tragédia de Brumadinho que ele sabia e deixou acontecer para poder ganhar dinheiro? Como ele se sentiria? Isso parece aquela história do estupro, que uma mulher é estuprada e ao mesmo tempo é acusada de ser a culpada porque estava de vestido curto… Nós não somos agentes do que aconteceu. Nós somos vítimas… Não é vitimização, nós somos vítimas”, continuou o ministro de Lula.

Flávio Dino insinuou ainda que as declarações de Zema foram feitas por uma possível candidatura em 2026.

“Eleição tem (sic) em 2026. Agora não acho que seja adequado o candidato querer se colocar na agenda sendo uma espécie de sub-Bolsonaro, fica feio… Acho que é deplorável esse tipo de coisa acontecer”, disparou.

(Com informações de O Estado de Minas)

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