Garotinho é transferido de quartel dos Bombeiros para Cadeia de Benfica

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O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho deixou o quartel do Corpo de Bombeiros, no Bairro Humaitá, onde estava detido, rumo à Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. A saída do político, por volta de 17h20 desta terça-feira (20), foi tumultuada, com protesto popular contra ele e até ovos jogados pelos manifestantes no carro da Polícia Federal (PF) que o conduzia.

Garotinho foi preso pela manhã, por determinação do juiz eleitoral Glaucenir Silva de Oliveira, de Campos dos Goytacazes, por envolvimento em recebimento de caixa 2 durante a campanha eleitoral de 2014.

Garotinho havia sido levado para o quartel do Corpo de Bombeiros após alegar que não poderia ir para Benfica porque lá estão presos seus desafetos políticos, entre eles o ex-governador Sérgio Cabral e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, que o teria o ameaçado de morte.

Organização criminosa – O presidente nacional do Partido da República (PR), Antônio Carlos Rodrigues, o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e a esposa dele, a também ex-governadora Rosinha Garotinho fariam parte de uma organização criminosa, conhecida no meio político como Orcrim.

A acusação foi feita pelo juiz eleitoral Glaucenir Silva de Oliveira, da 98ª Zona Eleitoral, de Campos dos Goytacazes, que determinou hoje (22) a prisão preventiva dos três e de mais cinco pessoas por envolvimento em operações de caixa 2, algumas delas com o grupo JBS, no total de R$ 3 milhões.

A ex-governadora do Rio Rosinha Garotinho é presa pela Polícia Federal - Foto Phelipe Soares/NF Notícias

Segundo Oliveira, havia uma estrutura bem determinada, com divisão de tarefas, envolvendo empresários, políticos e secretários de governo do município de Campos durante o período em que Rosinha foi prefeita da cidade, entre 2009 e 2016. Parte das informações foi obtida por meio da colaboração do empresário André Luiz da Silva Rodrigues, dono da empresa Ocean Link Solutions Ltda, que realizou contrato simulado com a JBS para viabilizar o pagamento de milhões à campanha de Garotinho ao governo do Rio de Janeiro em 2014.

PR não se pronuncia – Em nota, o PR informou que não irá se pronunciar sobre decisões judiciais. “O mesmo se aplica aos conteúdos que aguardam pelo exame do Poder Judiciário”.

Também em nota, o ex-governador Anthony Garotinho disse que a operação desta quarta-feira mostra que ele vem sofrendo perseguição política e que não tem nenhuma relação com a Operação Lava Jato.

Garotinho foi levado para um quartel do Corpo de Bombeiros, no bairro Humaitá, a pedido da Vara de Execuções Penais (VEP), até a transferência para uma unidade prisional.

De acordo com a nota, o ex-governador não foi encaminhado para a cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, por causa de uma suposta ameaça feita pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani, que está preso no local.

(Agência Brasil)

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação