Governador Carlos Brandão recebe embaixador da Noruega e delegação da ONU Mulheres no Brasil

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Carlos Brandão trouxe à tona a discussão sobre o clima

Nesta quinta-feira (17), o governador Carlos Brandão reuniu-se com Odd Magne Ruud, embaixador da Noruega; Anastasia Divinskaya, representante da ONU Mulheres no Brasil; e secretários estaduais e integrantes da delegação da ONU Mulheres no Brasil.  “Momento importante onde debatemos parcerias voltadas para as políticas públicas das mulheres. Já existe essa relação entre o Governo do Maranhão, ONU e Noruega. Nós queremos fortalecer todos esses projetos já existentes”, garantiu o governador.

Desde 2020 o projeto ‘Direitos humanos de mulheres indígenas e quilombolas: uma questão de governança’ acontece em alguns municípios maranhenses em parceria com a ONU e a Embaixada da Noruega.

“Hoje participamos da etapa de avaliação, com a vinda da equipe da ONU Mulheres e da Embaixada da Noruega, momento em que discutimos e apresentamos tudo que foi realizado, os resultados e desafios. Ficamos felizes por perceber que há desejo de que a Embaixada e a ONU continuem apoiando esse projeto que é voltado para mulheres quilombolas do município de Penalva e das indígenas de Grajaú”, afirmou a secretária da Mulher, Célia Salazar.

Durante o encontro, o governador Carlos Brandão trouxe à tona a discussão sobre o clima. “Dialogamos juntos, porque a Noruega é um dos grandes defensores da preservação ambiental. Pudemos colocar em pauta o FIDA, programa importante financiado pela Alemanha, que preserva as florestas e traz desenvolvimento sustentável”, garantiu o governador.

Para Brandão, sustentabilidade e desenvolvimento devem andar juntos. “Vamos continuar avançando, produzindo, gerando emprego, preservando a natureza e fortalecendo as comunidades originárias, os indígenas, os quilombolas. Essa foi uma reunião proveitosa e de grandes perspectivas para continuarmos avançando com essas parcerias”, finalizou o governador.

Sobre o Programa  – O programa, financiado pela iniciativa Internacional da Noruega para o Clima e as Florestas, do Governo da Noruega, trata de monitorar as atividades, implementar projetos, oferecer oportunidades de troca de experiências e estímulo ao diálogo entre governos e sociedade civil como forma de promover políticas que atendam às necessidades dessas mulheres e tenham atenção à preservação do meio ambiente.

O embaixador da Noruega no Brasil, Odd Magne Ruud, afirma que o apoio da Noruega ao trabalho que a ONU Mulheres realiza junto Governo do Estado tem sido fundamental às comunidades maranhenses, além de ser algo harmônico às boas práticas do país do Norte Europeu.

“A Noruega apoia os povos indígenas desde 1983. No ano que vem, celebraremos 40 anos deste apoio, é muito importante para nós. Esse projeto da ONU Mulheres tem papel fundamental, por meio de conscientização, orientação técnica, ele ajuda a inserir quilombolas e indígenas como beneficiários das políticas públicas”, afirmou Ruud.

Buscando caminhos para eliminar a discriminação contra as mulheres indígenas e quilombolas no Brasil, a ONU Mulheres e a Embaixada da Noruega lançaram, em janeiro de 2021, o projeto “Direitos humanos das mulheres indígenas e quilombolas: uma questão de governança!”.

A iniciativa se dedica a contribuir com o fortalecimento de políticas, planos e orçamentos que atendam às necessidades e prioridades dessas mulheres nos estados do Maranhão e Pará e quatro municípios-alvo: Grajaú (MA), Penalva (MA), Mocajuba (PA) e Santa Luzia do Pará (PA).

A partir desde projeto,  Governo do Maranhão e a ONU Mulheres buscam promover os direitos humanos às mulheres indígenas e quilombolas no Brasil, avançando na implementação das recomendações emitidas pela Relatora Especial sobre os direitos dos povos indígenas em sua missão no Brasil, assim como no 3º ciclo da Revisão Periódica Universal (RPU) no Brasil, e na Recomendação Geral n. 39 do Comitê da Convenção da ONU para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW), marco normativo que busca aperfeiçoar e aprofundar a interpretação da extensão dos direitos reconhecidos na CEDAW às mulheres e meninas indígenas.

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