Instituto Euvaldo Lodi discute metodologia ativa com educadores maranhenses

0
509

O Instituto Euvaldo Lodi, entidade ligado ao Sistema Federação das Indústrias (Fiema), promoveu nesta segunda-feira (27) a palestra “A educação para um mundo exponencial”, voltado para debater novas tecnologias. O palestrante foi o professor José Motta Filho, do Paraná, que é consultor em metodologias ativas em salas de aula e especialista em Gestão Escolar.

A apresentação abordou os conceitos de educação disruptiva, inovação evolutiva, inteligência artificial, revolução tecnológica, estruturas exponenciais, alunos e professores 3.0, realidade virtual, inteligência virtual, cultura maker, entre outros. “A palestra foi um excelente ponto de partida para impulsionar educadores para o uso das Metodologias Ativas de Ensino e a adequada utilização das EdTechs dentro e fora da sala de aula”, destacou

Segundo o superintendente do IEL, Marco Moura Silva,o evento abordou um tema extremamente importante para quem lida com educação. “Sabemos das mudanças que o mundo vem passando, o mercado de trabalho, e todos precisamos ficar atentos a essas mudanças e como que as crianças e jovens de hoje precisam ser formados para o amanhã. É  um desafio muito grande. O mercado de trabalho e as empresas nos solicitam pessoas e profissionais cada vez mais diferentes”.

Ainda de acordo com Moura, as empresas estão mudando, o mercado, a cada dia que passa, é diferente do amanhã, é diferente do ontem, e as empresas precisam de profissionais feitos sob medida. “Temos que esquecer a forma tradicional que fomos educados e que nos acostumamos  a repassar a informação e o conhecimento, e precisamos, de fato, nos reinventar, destaca o superintendente do IEL, Marco Moura, que fez a abertura da palestra.

A atuação do aluno como protagonista é uma tendência mundial na educação. A metodologia ativa transforma o professor em um verdadeiro orientador de estudos ao invés de um mero transmissor de conteúdo, exigindo também do aluno uma nova postura: a de protagonista de seu próprio aprendizado.

De acordo com o palestrante, mais do que repassar conceitos, o papel do docente em classe é questionar e direcionar os alunos, falando a linguagem deles. “Desta forma, eles buscam a informação e transformam os dados em conhecimento de forma ativa”, afirma o professor.

A reflexão acerca do verdadeiro papel da escola do presente o do futuro quando inserida na Era das estruturas exponenciais, na qual modelos convencionais de negócios são desconstruídos e novos padrões de comportamentos sociais nascem num piscar de olhos.

“Hoje, assistimos diariamente ao lançamento e implementação, numa velocidade impressionante, de novas formas e paradigmas de produtos e serviços, com adesão quase instantânea dos consumidores, atraindo principalmente uma comunidade hiperconectada, mobile e crítica. O perfil dos nascidos a partir do ano 2.000 já mudou muito a forma como se faz educação. Apesar disso, de acordo com pesquisas e constatações ao redor do planeta, educadores e instituições não estão no mesmo ritmo das mudanças e, por vezes, continuam com a adoção de práticas obsoletas e inadequadas para formar as atuais gerações e aquelas que ainda estão por vir”, completa o especialista José Motta.

Novo cenário – Os ambientes e as práticas antiquadas pouco atrativas acabam por não proporcionarem um ecossistema adequado para uma relação produtiva entre professor-aluno-escola, fazendo com que os alunos não vejam utilidade imediata e nem significado em conteúdos recebidos por meio da simples exposição verbal ou leitura de slides. Sem significado e relevância não há motivo para estudar, notas baixas e baixo rendimento aparecem naturalmente e, o pior: evasão escolar.

Buscando construir um processo de ensino e aprendizado em conformidade com os desafios de um mundo em transformações, algumas instituições de ensino estão se movimentando e procurando enxergar, além dos seus muros, novos caminhos e possibilidades para a aprendizagem e para a nova relação necessária entre professores e alunos: o uso das metodologias ativas de ensino e das tecnologias educacionais emergentes, dando maior valor à experimentação, ao aprender fazendo, à cultura maker e à aprendizagem colaborativa, utilizando-se de ambientes virtuais de aprendizagem e novas vias que permitam atender com mais eficiência às necessidades dos alunos e da sociedade atual.

“Diante desse extraordinário novo paradigma, cabe ao professor se reinventar a cada aula. Planejar adequadamente os seus recursos para um ensino que potencialize o significado dos conteúdos e desperte o interesse dos alunos. Faz-se necessário a constante criação de novos caminhos, novas táticas e alternativas inovadoras em termos de metodologias de ensino. O professor do presente e do futuro deve deixar de ser o protagonista sobre o tablado à frente da sala de aula; agora ele passa a ser um designer de experiências emocionantes de aprendizagem, com base em dados e informações que levarão – professores e alunos – ao conhecimento efetivo sobre determinado assunto, à efervescência de ideias de aplicações desse conteúdo e à sabedoria necessária para a transferência desses saberes para o âmbito social e profissional”, finaliza o professor.

Compartilhe
Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação