Intenção de consumo das famílias de São Luís diminui, segundo Federação do Comércio

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 Segurança no emprego atual recuou 3,0% 

Levantamento sobre Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de São Luís, realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Maranhão (Fecomércio-MA), mostrou mais uma tendência de retração na predisposição de consumo do ludovicense na passagem de setembro para outubro, com recuo de 0,4%. O indicador segue estagnado nos 77 pontos pelo quarto mês consecutivo, refletindo a menor marca absoluta do índice desde fevereiro, quando o ICF estava situado em 75,8 pontos.

Em relação ao mesmo período do ano passado, a confiança dos consumidores cresceu 9,8%, alavancada pela avaliação sobre a renda das famílias, que avançou 24,7% nos últimos 12 meses.

Apesar da recuperação no acumulado anual, o resultado de outubro reforça a manutenção da confiança do consumidor de São Luís na zona de pessimismo e distante de ultrapassar o patamar de otimismo (100 pontos), fato que não ocorre desde maio de 2019.

Na análise de outubro em relação ao mês anterior, a pesquisa revela que o indicador sofreu influência negativa da avaliação que os consumidores fazem da segurança no emprego atual (-3,0%), da perspectiva futura de consumo (-2,5%) e do momento para aquisição de bens duráveis (-1,2%). A retração mensal só não foi mais acentuada por ter sido amortizada pela percepção do consumidor quanto ao nível de consumo atual (+4,6%).

“A segurança no emprego, a avaliação sobre a capacidade de renda, a situação do crédito, o momento para compra de bens duráveis e, principalmente, o nível de consumo atual, são fatores que ainda são medidos com pessimismo pelo consumidor local. Isso tem atrasado a retomada da confiança das famílias e impedido uma consolidação mais concreta do volume de vendas”, explica o presidente da Fecomércio, Maurício Feijó.

Subcomponentes – A segurança no emprego atual, que recuou 3,0% em outubro na comparação com setembro e foi o principal responsável pela retração do ICF na variação mensal, está situada aos 83,8 pontos. A falta de visualização por parte dos consumidores de uma recuperação efetiva da economia gera desconfiança quanto à manutenção dos postos de trabalho, refletida no índice de confiança do emprego atual em outubro, que é o menor desde novembro do ano passado.

A perspectiva de consumo, que mede a avaliação das famílias quanto ao consumo nos próximos meses, também variou negativamente em outubro (-2,5%) e segue na zona de insatisfação com 63,6 pontos. Esse é o menor resultado desde março para o subcomponente, demonstrando que as famílias ludovicenses ainda não vislumbram uma mudança mais contundente no cenário econômico no curto prazo que vá alterar suas condições de consumo.

O terceiro componente responsável pelo recuo do ICF foi a avaliação dos consumidores quanto ao momento para aquisição de bens duráveis (-1,2%), que interrompeu uma sequência de três meses consecutivos de recuperação. Apesar da inclinação positiva nos meses anteriores, em termos absolutos o subcomponente apresenta o menor índice, com 37,2 pontos, entre todos os sete eixos que formam o ICF. A permanência dos juros altos, endividamento elevado e preços ainda em ascensão dos produtos de maior valor agregado são fatores que impedem a recuperação da confiança do consumidor nesse subcomponente.

Já a avaliação que as famílias fazem sobre o consumo atual, que apresentou variação mensal positiva de 4,6% e impediu um tombo maior do ICF, ainda não representa um julgamento positivo do consumidor sobre sua capacidade de consumo já que, em termos absolutos, esse é o segundo componente que apresenta mais pessimismo, marcando apenas 49,5 pontos.

“Seguimos na caminhada de recuperação econômica pós-pandemia. Estamos gerando empregos, o nível de salários tem se elevado e o volume vendas tem crescido, mesmo que timidamente. Aguardamos a queda dos juros para incentivar o consumo e novas reformas econômicas que apresentem segurança aos investimentos privados”, avalia o presidente Maurício Feijó.

“O período eleitoral já encerrou e chegamos ao último bimestre do ano com dois importantes momentos para o varejo, que são a Copa do Mundo e o Natal. A expectativa é que tenhamos a reversão desse cenário de pessimismo dos consumidores gradualmente”, completa Feijó.

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