Irmãos Miranda prometem fazer depoimentos bombásticos na CPI da Pandemia nesta sexta

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Governistas dizem que oposição espalha narrativas falsas 

A CPI da Pandemia terá nesta sexta-feira (25) uma das sessões mais movimentadas, com os depoimentos do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e do seu irmão Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, que prometem apontar irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin. Para membros da CPI, tanto da oposição quanto da base do governo, a oitiva deverá trazer luz sobre o caso e determinar se ele dará o tom das investigações.

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou nesta quinta-feira (23) que, com a denúncia, a comissão “entrou numa fase nova”, que a coloca no tema da corrupção. Para ele, no entanto, a história ainda é “obscura” e os depoentes precisarão apresentar os detalhes que ainda não anteciparam.

Randolfe também disse que a CPI vai precisar rever o seu calendário para acomodar eventuais novos depoimentos sobre esse caso. A princípio, a comissão tem prazo de funcionamento até o dia 7 de agosto. Ela pode ser prorrogada por requerimento que tenha o apoio de no mínimo 27 senadores.

Praça das Abelhas (espaço em frente às alas Teotônio Vilela e Tancredo Neves), local reservado para coletiva de imprensa. Senadores integrantes da CPI da Pandemia conversam com a imprensa sobre as ações da comissão. Em destaque, senador Humberto Costa (PT-PE). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Para Humberto Costa, é preciso saber por que outras vacinas levaram meses para serem compradas e essa levou menos de 100 dias (Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O senador Marcos Rogério (DEM-RO), que é vice-líder do governo no Congresso, declarou que defende a apuração de todos os fatos, mas avaliou que a oposição “espalha narrativas” antes de olhar para as evidências. Ele disse acreditar que a denúncia não permite levantar suspeitas, e pediu que a CPI não faça “prejulgamentos”.

O senador Humberto Costa (PT-PE) elencou várias perguntas que ele espera ver respondidas nos depoimentos dos irmãos Miranda. Para ele, o assunto não se encerrará depois da audiência, mas poderá tomar uma “dimensão grande” e a CPI terá informações para conduzir uma investigação mais embasada.

Onyx – Os senadores comentaram também o pronunciamento do ministro Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral da Presidência, na quarta-feira (22). Na ocasião, Onyx informou que o governo poderia tomar medidas legais contra os irmãos Miranda.

Senadores conversam com a imprensa sobre os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA). Nesta quinta-feira (24), a CPI ouve epidemiologista e pesquisador da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), e representante do Movimento Alerta. Senador Marcos Rogério (DEM-RO) concede entrevista. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Marcos Rogério, vice-líder do governo no Congresso, declarou que defende a apuração de todos os fatos, mas avaliou que a oposição “espalha narrativas” antes de verificar as evidências (Jefferson Rudy/Agência Senado)

Para Randolfe Rodrigues, o ministro tentou intimidar testemunhas da CPI, o que configura crime de acordo com a legislação que dispõe sobre as prerrogativas das comissões parlamentares de inquérito (Lei 1.579, de 1952). Nesta quinta, o senador Humberto Costa apresentou um requerimento pedindo a convocação de Onyx para depor ao colegiado.

Já o senador Marcos Rogério avaliou que Onyx apenas veio a público esclarecer as providências que o governo federal está tomando em relação às denúncias sobre a compra da Covaxin. “A oposição quer que o governo, sendo acusado de algo, fique quieto e não contradite os fatos, não apresente as evidências de que isso é uma narrativa criminosa?”, questionou ele.

No seu pronunciamento, Onyx veio acompanhado de Elcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde (hoje assessor especial na Casa Civil), para apresentar documentos sobre a compra da Covaxin. Franco foi elencado como um dos 14 investigados pela CPI. Para Randolfe Rodrigues, a escalação do ex-secretário para rebater as denúncias dos irmãos Miranda foi uma “desfaçatez”.

(Agência Senado)

 

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação