Joe Biden promete que os Estados Unidos vão caçar autores de ataque no Afeganistão

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Não há evidências de que tenha havido conluio entre o Talibã e EI

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, condenou nesta quinta-feira (26) o duplo atentado cometido pelo Estado Islâmico (EI) na capital do Afeganistão, no qual 12 soldados americanos morreram e outros 13 ficaram feridos – num balanço ainda incerto de dezenas de mortos – e prometeu represálias aos responsáveis.

Para aqueles que cometeram este ataque, não vamos perdoar, não vamos esquecer, vamos caçá-los e fazê-los pagar. Defenderei meu povo e nossos interesses com toda a força que tenho”, prometeu e acrescentou em um mensagem à nação veiculada nas redes sociais da Casa Branca: “Responderemos em nosso tempo com a força e no lugar que decidirmos”.

O presidente enfatizou que “não há evidências de que tenha havido conluio entre o Talibã e o EI” e ele reconheceu que, neste momento, tanto seu governo quanto o movimento islâmico “têm um interesse comum”: que os Estados Unidos se retirem em 31 de agosto e deixem o último ponto que controla no país, o aeroporto internacional da capital, conforme acordado pela administração anterior de Donald Trump.

Repetidamente, ele ratificou sua decisão de deixar o Afeganistão e fazê-lo no final do mês, nem um dia depois.

“Era hora de acabar com uma guerra de 20 anos”, Ele afirmou, sustentou que os próprios generais no terreno rejeitaram suas ofertas de enviar reforços e enfatizou que a razão pela qual não houve mortes de militares dos EUA no Afeganistão desde fevereiro de 2020 é o acordo que Trump selou com o Taleban.

O ex-presidente fez um acordo com o Taleban: retirar todas as forças dos EUA antes de 1º de maio. Em troca, o Taleban atacaria outros, mas não as forças dos EUA”, lembrou o presidente.

Biden também lançou duas pequenas críticas veladas ao Taleban, a nova força no poder no Afeganistão desde meados do mês e com a qual ratificou o acordo selado com Biden.

Ele primeiro vinculou os ataques à decisão do Taleban de abrir prisões e libertar todos os detidos no país. “Eles imediatamente começaram a planejar ataques contra as forças dos EUA”, disse o presidente, referindo-se aos presos supostamente libertados do EI.

Posteriormente, ele criticou a cadeia de comando do Taleban, dando a entender que os acordos que negociaram com a liderança para garantir as evacuações nem sempre foram cumpridos nas ruas, principalmente no entorno do aeroporto, onde hoje é um dos dois homens-bomba do EI.

“Não é o que você chamaria de uma operação bem coordenada do comando como a das forças dos EUA”, disse ele.

O movimento Taleban, no entanto, culpou os Estados Unidos pelas falhas de segurança de hoje: os ataques “ocorreram em uma área onde a segurança está nas mãos das forças americanas”, disse um porta-voz do grupo islâmico.

  • (Agência Telam)

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