Jornal Pequeno, Helena Duailibe, circo, cultos afros e covid-19 são enredos de escolas de samba

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Desfile encerra programação na Passarela Chico Coimbra 

O último dia de desfiles na Passarela do Samba ChicoCoimbra, nesta segunda-feira (20), foi marcado pelo desfile de mais cinco escolas de samba.  O espaço foi ocupado também pelo Corso da Melhor Idade, Turma de Samba Ritmistas da Madre Deus, que existe há 25 anos, movimentou e Blocão do Jegue Folia, que levantou o público, cantando sucessos como a “Dança do Jeguerê”.

As escolas de samba abordaram desde homenagem a membros da classe política à pandemia de covid-19, passando pela alegria dos espetáculos circenses, a magia das encantarias nos cultos cultos afros, e a história de um dos mais tradicionais veículos de imprensa do Maranhão, o Jornal Pequeno, que completou 70 anos.

A escola de samba Unidos de Fátima iniciou os desfiles com o samba-enredo “Helena Duailibe, justiça e bondade”, fazendo uma homenagem à médica e ex-deputada estadual. O desfile contou com comissão de frente, 12 alas, três carros alegóricos, dois casais de mestre sala e porta-bandeira e bateria, somando 1.200 brincantes.

Em seguida, a ludicidade e magia circenses tomaram conta da passarela no desfile da escola de samba Mocidade Independente da Ilha, que fez festa nas cores azul, dourado e branco, sob o samba-enredo “O circo e a Mocidade fazem a alegria no Carnaval”. A escola defendes seu enredo com uma comissão de frente, dez alas, dois carros alegóricos, dois casais de mestre-sala e porta-bandeira, dois tripés e bateria, somando 900 integrantes.

A escola Império do Samba desenvolveu o samba-enredo “Setenta anos do Jornal Pequeno: Doa em quem doer”. A comissão de frente trouxe meninos jornaleiros, andando de bicicleta e jogando jornal para o público, seguida de alas e carros alegóricos, contando a história do veículo de comunicação, e da própria imprensa, em ordem cronológica.

Entraram na avenida comissão de frente, 12 alas, três carros alegóricos, dois casais de mestre-sala e porta-bandeira, um tripé e bateria, somando 1.500 integrantes. A escola foi fundada em 1957, no Monte Castelo.

A Turma da Mangueira chamou a atenção da plateia para o samba-enredo “Morada sagrada dos reis da encantaria do Maranhão: uma viagem de fé aos templos sagrados de nossos guardiões”, desenvolvido com proficiência pelas indumentárias deslumbrantes, coreografia elaborada, inclusive abrindo espaço para a arte de drag queens.

A agremiação, nesta edição do Carnaval de Passarela, dispôs de comissão de frente, 12 alas, três carros alegóricos, dois casais de mestre-sala e porta-bandeira, um tripé e bateria, com um total de 1.200 participantes.

 

O primeiro-casal de mestre-sala e porta-bandeira da Turma da Mangueira, Jadson Martins, 28 anos, e Isa Sousa, 26 anos, deram um show na Passarela, com indumentárias nas cores vermelho e prata intensos. Além de participarem da escola, os dois trabalham em uma companhia de dança.

“É perfil da Mangueira requisitar mulheres que tenham formação em balé clássico para atuar como porta-bandeira, que dominem a técnica dos giros. Além disso, precisamos fazer musculação para ganhar resistência a fim de manter o pique até o final do desfile”, contou Isa Sousa, que também é bailarina e professora de dança. “A formação profissional em dança nos ajuda a ter mais desenvoltura nos desfiles e a alcançar melhores resultados para a nossa escola”, explica Jadson Martins.

Com um samba-enredo, “Saudade”, a escola Flor do Samba encerrou o desfile com uma homenagem às perdas de pessoas para a Covid-19 e a todos os brincantes ilustres que já passaram pela escola, que fizeram história também.

O carro abre-alas trouxe uma referência ao tempo em um vermelho intenso, o segundo trabalhou com o amarelo e o último com o branco, todos altos e ricamente decorados.

A Flor do Samba contou com comissão de frente, 14 alas, três carros alegóricos, dois casais de mestre-sala e porta-bandeira, um tripé e bateria, com um total de 1.500 integrantes. Foi fundada em 1939, no Desterro.

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