Juscelino e mais dois ministros de Lula votaram a favor do impeachment da ex-presidentes Dilma

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Pai do ministro dos Transportes presidia o Senado à época

Apesar do contundente discurso para seus apoiadores, no dia da posse (1º de janeiro), no qual condenou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que ele chamou de “golpe”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não se constrangeu ao chamar parlamentares “golpistas” para compor sua equipe. André de Paula (PSD), Juscelino Filho (União Brasil) e a senadora Simone Tebet (MDB) não apenas votaram, mas fizeram campanha pelo impeachment, como mostra reportagem da Jovem Pan.

Apesar de não ter presidido a sessão final do julgamento, pois coube ao ministro Ricardo Lewandowski, então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Renan Calheiros (MDB-AL) era o presidente do Senado e consequentemente do Congresso Nacional, votou pelo afastamento e ainda assim teve prestígio para indicar Renan Filho, também do MDB alagoano, ministro dos Transportes.

Também entra na lista o ministro da Agricultura, Carlos Fávoro (PSD-MT), que mesmo não sendo parlamentar à época, fez campanha pelo afastamento da ex-presidente.

As nomeações não foram bem recebidas por parte da militância petista, que considera os agora ministros “apoiadores do golpe”. Nas redes sociais, internautas criticaram as nomeações e relembram as justificativas usadas pelos agora ministros para apoiar o impeachment.

A escolha de André de Paula atende a uma indicação do Partido Socialista Democrático (PSD), o que garantiu a legenda na base de apoio do governo Lula. 

Quando votou pelo impeachment, o então deputado e agora ministro André de Paula disse “sim” ao afastamento de Dilma, “pela ética na política, pela decência, por Pernambuco e pelo Brasil”. 

Já a senadora Simone Tebet na hora do voto, fez um dos discursos mais contundente contra o governo de Dilma.

“Pelos crimes de responsabilidade fiscal cometidos pela senhora presidente da República no ano de 2015, mas principalmente pelas consequências nefastas a esta e às futuras gerações que pagarão essa conta, fruto dessa irresponsabilidade fiscal. Por todo o mal que causou e está causando à população brasileira, eu voto a favor do impeachment da senhora presidente da República”, disse Simone Tebet na tribuna do Senado Federal, em 30 de agosto de 2016.

Na campanha eleitoral deste ano, ao ser questiona em sabatina sobre seu posicionamento favorável ao impeachment, ela disse não se arrepender da decisão.

Com relação ao ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil) deu apoio ao impeachment e ao cravar seu voto, declarou: “Por um futuro melhor para nosso Brasil, meu voto é sim”.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávoro, à época ocupava o cargo de vice-governador do Mato Grosso, mas participou ativamente de manifestações pela saída da ex-presidente Dilma:

“As crianças representam o futuro, a esperança, mas temos que fazer a nossa parte também”, escreveu em postagem numa das manifestações contra a ex-presidente.

(Com informações da Jovem Pan)

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