Manifestantes rompem isolamento da Esplanada dos Ministérios e invadem Congresso Nacional

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Atos se intensifica após chegada de caravanas a Brasília 

AQUILES EMIR

Centenas de manifestantes conseguiram acessar na tarde deste domingo (08) as instalações do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça  dos Três Poderes, em Brasília (DF). Na sexta-feira (06), o ministro da  Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, havia autorizado o uso da Força Nacional para conter possíveis excessos das manifestações.

Pelas redes sociais, o ministro Flavio Dino afirmou que “essa absurda tentativa de impor a vontade pela força não vai prevalecer”. Segundo o ministro, o governo do Distrito Federal já enviou reforços ao local e as forças policiais já estão agindo para conter os manifestantes e e os financiadores dos atos ilegais serão rastreados e responsabilizados”.

Além do Congresso, manifestantes conseguiram adentrar e depredar também as Sedes dos poderes Executivo e Judiciário.

O presidente Lula não está na capital federal. Ele participa no Interior de São Paulo, na cidade de Araraquara, uma das cidades mais atingida pelas chuvas deste fim de semana.

O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), se manifestou pelas redes sociais, e condenou os atos:

“Conversei há pouco, por telefone, com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, com quem venho mantendo contato permanente. O governador me informou que está concentrando os esforços de todo o aparato policial no sentido de controlar a situação”, disse ele.

Para Rodrigo Pacheco, os invasores da sede do parlamento devem ser punidos:

“Na ação, estão empenhadas as forças de segurança do Distrito Federal, alem da Polícia Legislativa do Congresso.  Repudio veementemente esses atos antidemocráticos, que devem sofrer o rigor da lei com urgência”, acrescentou.

O presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL), também se manifestou:

“Os responsáveis que promoveram e acobertaram esse ataque à democracia brasileira e aos seus principais símbolos devem ser identificados e punidos na forma da lei”, disse ele.

Ainda de acordo com Lira, “a democracia pressupõe alternância de poder, divergências de pontos de vista, mas não admite as cenas deprimentes que o Brasil é surpreendido nesse momento. Agiremos com rigor para preservar a liberdade, a democracia e o respeito à Constituição”.

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