Expectativa de vida dos maranhenses é a mais baixa do Brasil, segundo o IBGE

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As pessoas nascidas no Maranhão são as que têm menor expectativa de vida no Brasil, segundo números divulgado nesta sexta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado apresenta também uma das maiores de mortalidade infantil, pois para cada mil crianças nascidas são registrados 21,3 óbitos antes de completarem um ano de vida.

De acordo com os dados, uma pessoa nascida no Brasil em 2016 tinha expectativa de viver, em média, até os 75,8 anos, o que representa um aumento de três meses e 11 dias a mais do que para uma nascida em 2015.

Entre as Unidades da Federação, a maior expectativa de vida foi encontrada em Santa Catarina, 79,1 anos, e a menor no Maranhão, 70,6 anos. Uma pessoa idosa que completasse 65 anos em 2016 teria a maior expectativa de vida (20,1 anos) no Espírito Santo. Por outro lado, em Rondônia, uma pessoa que completasse 65 anos em 2016 teria expectativa de vida de mais 15,9 anos.

Considerando-se a diferença por sexo, a população idosa masculina capixaba teria mais 18,2 anos e a feminina, mais 21,8 anos. Entre as menores expectativas, estão os homens idosos do Piauí, com mais 14,6 anos, e as mulheres de Rondônia, com mais 17,1 anos.

 

 Tabela 1 – Taxa de mortalidade infantil (por mil), taxa de mortalidade no grupo de 1 a 4 anos de idade (por mil) e taxa de mortalidade na infância (por mil) – Brasil – 1940/2016
Ano Taxa de mortalidade infantil (por mil) Taxa de mortalidade no grupo de 1 a 4 anos de idade (por mil)  Taxa de mortalidade na infância (por mil) Das crianças que vieram a falecer antes dos 5 anos a chance de falecer (%)
Antes de 1 ano Entre 1 a 4 anos
1940 146,6 76,7 212,1 69,1 30,9
1950 136,2 65,4 192,7 70,7 29,3
1960 117,7 47,6 159,6 73,7 26,3
1970 97,6 31,7 126,2 77,3 22,7
1980 69,1 16,0 84,0 82,3 17,7
1991 45,1 13,1 57,6 78,3 21,7
2000 29,0 6,7 35,5 81,7 18,3
2010 17,2 2,64 19,8 86,9 13,1
2016 13,3 2,24 15,5 85,8 14,2
Δ% (1940/2016) -90,9 -97,1 -92,7
Δ
(1940/2016)
-133,3 -74,4 -196,6
Fontes: 1940, 1950, 1960 e 1970 – Tábuas construídas no âmbito da Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica.
1980 e 1991 – ALBUQUERQUE, Fernando Roberto P. de C. e SENNA, Janaína R. Xavier “Tábuas de Mortalidade por Sexo e Grupos de Idade – Grandes e Unidades da Federação – 1980, 1991 e 2000. Textos para discussão, Diretoria de Pesquisas, IBGE, Rio de Janeiro, 2005.161p. ISSN 1518-675X ; n. 20
2000 em diante – IBGE/Diretoria de Pesquisas. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica. Projeção da população do Brasil por sexo e idade para o período 2000-2060.

 

Mortalidade infantil – Em 1940, a taxa de mortalidade infantil era de aproximadamente 147,0 óbitos de crianças menores de um ano de idade para cada mil nascidos vivos, e de 76,7 por mil na faixa de um a quatro anos. Das 212,1 crianças em cada mil, que morreram antes de completar cinco anos de idade, 69,1% morreram antes do primeiro ano de vida. Esses números indicam uma concentração de óbitos no primeiro ano de vida.

Entre 1940 e 2016, a mortalidade infantil apresentou declínio da ordem de 90,9%, passando de 146,6 por mil para 13,3 por mil, e a mortalidade entre um e quatro anos de idade, redução de 97,1%, indo de 76,7 por mil para 2,2 por mil.

Expectativa de vida aumentou 30,3 anos entre 1940 e 2016

 

Tabela 3 – Expectativas de vida em idades exatas, variação em ano do período e tempo médio de vida- Brasil – 1940/2016
Idade Expectativas de Vida Variação (em anos ) 1940/2016 Tempo Médio de Vida – Ambos os Sexos
1940 2016
Total Homem Mulher Total Homem Mulher Total Homem Mulher 1940 2016
0 45,5 42,9 48,3 75,8 72,2 79,4 30,3 29,4 31,1 45,5 75,8
1 52,2 49,7 54,9 75,8 72,3 79,3 23,6 22,6 24,5 53,2 76,8
5 52,5 49,7 55,3 72,0 68,5 75,5 19,5 18,8 20,2 57,5 77,0
10 48,3 45,5 51,1 67,0 63,6 70,6 18,8 18,0 19,5 58,3 77,0
15 43,8 41,1 46,6 62,1 58,7 65,7 18,4 17,6 19,1 58,8 77,1
20 39,6 36,9 42,5 57,5 54,1 60,8 17,8 17,2 18,3 59,6 77,5
25 36,0 33,3 38,8 52,9 49,8 56,0 16,9 16,5 17,2 61,0 77,9
30 32,4 29,7 35,2 48,3 45,3 51,1 15,8 15,6 16,0 62,4 78,3
35 29,0 26,3 31,6 43,7 40,9 46,4 14,7 14,6 14,8 64,0 78,7
40 25,5 23,0 28,0 39,1 36,5 41,6 13,6 13,5 13,6 65,5 79,1
45 22,3 19,9 24,5 34,7 32,2 37,0 12,4 12,3 12,5 67,3 79,7
50 19,1 16,9 21,0 30,3 28,0 32,5 11,3 11,1 11,5 69,1 80,3
55 16,0 14,1 17,7 26,2 24,1 28,2 10,2 9,9 10,5 71,0 81,2
60 13,2 11,6 14,5 22,3 20,3 24,0 9,1 8,7 9,5 73,2 82,3
65 10,6 9,3 11,5 18,5 16,8 20,0 8,0 7,5 8,5 75,6 83,5
70 8,1 7,2 8,7 15,1 13,6 16,3 7,0 6,4 7,6 78,1 85,1
75 6,0 5,4 6,3 12,1 10,8 13,0 6,1 5,4 6,7 81,0 87,1
80 anos ou + 4,3 4,0 4,5 9,5 8,5 10,2 5,2 4,4 5,7
Fontes: 1940 – Tábuas construídas no âmbito da Gerencia de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica.
2015 – IBGE/Diretoria de Pesquisas. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica. Projeção da população do Brasil por sexo e idade para o período 2000-2060.

 

Expectativa de vida dos idosos aumentou em 7,9 anos de 1940 a 2016

 

Tabela 4 – Expectativa de vida aos 65 anos – Brasil – 1940/2016
Ano Expectativa de vida aos 65 anos Diferencial (anos) (M-H)
Total Homem Mulher
1940 10,6 9,3 11,5 2,2
1950 10,8 9,6 11,8 2,2
1960 11,4 10,1 12,5 2,4
1970 12,1 10,7 13,4 2,6
1980 13,1 12,2 14,1 1,9
1991 15,4 14,3 16,4 2,0
2000 15,8 14,2 17,2 2,9
2010 17,6 16,0 19,0 3,0
2014 18,3 16,6 19,7 3,1
2016 18,5 16,8 20,0 3,1
Δ (1940/2016)
7,9 7,5 8,5
Fontes: 1940 1950,1960 e 1970 – Tábuas construídas no âmbito da Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica. 
1980 e 1991 – ALBUQUERQUE, Fernando Roberto P. de C. e SENNA, Janaína R. Xavier “Tábuas de Mortalidade por Sexo e Grupos de Idade – Grandes e Unidades da Federação – 1980, 1991 e 2000. Textos para discussão, Diretoria de Pesquisas, IBGE, Rio de Janeiro, 2005.161p. ISSN 1518-675X ; n. 20
2000 em diante – IBGE/Diretoria de Pesquisas. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica. Projeção da população do Brasil por sexo e idade para o período 2000-2060. 

 

Em 1940, de cada mil pessoas que atingiam os 65 anos de idade, 259 atingiriam os 80 anos ou mais. Em 2016, de cada mil idosos com 65 anos, 628 completariam 80 anos. As expectativas de vida ao atingir 80 anos foram de 10,2 e 8,5 anos para mulheres e homens, respectivamente. Em 1940, estes valores eram de 4,5 anos para as mulheres e 4,0 anos para os homens.

Maior expectativa – Entre as Unidades da Federação, a menor taxa de mortalidade infantil foi encontrada no Espírito Santo, 8,8 óbitos para cada mil nascidos vivos. A maior ocorreu no Amapá, 23,2 por mil. Os outros dois estados com taxas de mortalidade infantil na faixa dos 20 por mil foram Maranhão (21,3) e Rondônia (20,0).

A maior esperança de vida ao nascer entre as Unidades da Federação foi em Santa Catarina, 79,1 anos, seguida por Espírito Santo, Distrito Federal e São Paulo, todos com valores acima de 78,0 anos. Completam a lista de estados com expectativa de vida acima da média nacional Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. Já a menor expectativa de vida foi encontrada no Maranhão (70,6 anos). Piauí, Rondônia, Roraima, Alagoas e Amazonas também apresentaram expectativas de vida abaixo de 72,0 anos.

Considerando a diferença entre expectativas de vida por sexo nos estados, as maiores diferenças se encontram nos estados do Nordeste, no Pará e Espírito Santo.

Uma pessoa idosa que completasse 65 anos em 2016 teria a maior expectativa de vida (20,1 anos) no Espírito Santo. Por outro lado, em Rondônia, uma pessoa que completasse 65 anos em 2016 teria expectativa de vida de mais 15,9 anos. Considerando-se a diferença por sexo, a população idosa masculina capixaba teria mais 18,2 anos e a feminina, mais 21,8 anos. Entre as menores expectativas, estão os homens idosos do Piauí, com mais 14,6 anos, e as mulheres de Rondônia, com mais 17,1 anos.

(Com dados do IBGE)

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação