Massacre em São Januário: Cruzeiro elimina Vasco da Copa Libertadores com uma goleada de 4 a 0

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O Cruzeiro não tomou conhecimento do Vasco nesta quarta-feira (02), em jogo válido pela Copa Libertadores, e aplicou uma goleada de 4 a 0, em pleno São Januário, estádio do adversário, no Rio de Janeiro (RJ). A partida foi marcada por confusão entre torcedores vascaínos, o que chegou a paralisar o jogo por sete minutos no primeiro tempo.
Com a goleada, o time mineiro assumiu temporariamente a liderança do Grupo E e eliminou a equipe carioca da próxima fase. O Cruzeiro vinha de outra goleada, esta por 7 a 0 sobre a Universidad de Chile, chegou a oito pontos. Nesta quinta (03), o Racing, que tem a mesma pontuação, poderá reassumir a liderança, se vencer a equipe chilena da Universidad, em Buenos Aires (Argentina).
Com apenas dois pontos, o Vasco, ainda sem vencer na competição, está na quarta posição, mas ainda luta por uma terceira posição, o que lhe asseguraria uma vaga na Copa Sul-Americana.
Esta foi a segunda goleada seguida do Cruzeiro nesta Libertadores e a terceira sofrida pelo Vasco na competição – por coincidência as outras duas também foram por 4 a 0. A derrota desta quarta foi quase toda construída no primeiro tempo, com três gols antes do intervalo. Sassá foi o destaque cruzeirense, ao marcar duas vezes.
Perdendo por 3 a 0, aos 35 minutos, o Vasco viu sua torcida entrar em atrito nas arquibancadas. A confusão gerou a intervenção da polícia com gás de pimenta e causou a paralisação da partida na etapa inicial. Confrontos foram retomados nos minutos finais de jogo sem consequências para o andamento da partida.
Thiago Neves comemora mais um gol do Cruzeiro na goleada sobre o Vasco

Massacre – Muito ofensivo, o Cruzeiro foi para cima desde o começo e abriu o placar aos 9 minutos. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Egídio, que cruzou e Léo, em posição de impedimento, escorou para as redes.

O segundo veio aos 25, em lance parecido. O mesmo Egídio cruzou da esquerda e Thiago Neves, sem marcação, completou para as redes com facilidade. Na sequência, aos 32, Sassá encheu o pé de fora da área e marcou lindo gol.

A torcida vascaína não perdoou e iniciou as vaias. Ao mesmo tempo, xingava o presidente Alexandre Campello. As manifestações geraram atritos internos nas arquibancadas, em razão do tom político das críticas. A polícia interveio com gás pimenta, o que assustou parte dos torcedores.

Preocupado, o Anderson Daronco paralisou o jogo aos 35 minutos e só fez a partida retornar após se certificar da segurança no local, a partir da aprovação da polícia, sete minutos depois. Mas a reta final do primeiro tempo não apresentou maiores mudanças ao panorama da partida.

Mais um – No início do segundo tempo, o Vasco parecia disposto a reduzir o placar e partiu para cima, dando trabalho ao goleiro Fábio, exigido aos 2 e aos 4. Um minuto depois, Riascos acertou a trave. Parecia que o time carioca enfim “entrara” no jogo.

Mas Sassá tratou de acabar com qualquer esperança da torcida vascaína aos 10 minutos. Ele recebeu lançamento de Arrascaeta e mandou para as redes. O quarto gol cruzeirense levou parte da torcida carioca a deixar o estádio.

Daí em diante, o Cruzeiro desacelerou e o Vasco manteve o ritmo lento, ao contrário do que fez no início da etapa. Enquanto os times faziam uma partida morna em campo em seus minutos finais de jogo, a torcida voltava a causar confusão nas arquibancadas, com nova intervenção por parte da polícia. Desta vez, o confronto não trouxe consequências para a sequência da partida até o apito final.

Póximos jogos – No próximo dia 22, o Vasco vai visitar a Universidad de Chile, em Santiago, enquanto o Cruzeirorecebe o Racing, em Belo Horizonte (MG), no Mineirão.

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação