Mercado de fertilizantes fica estável nos primeiros sete meses de 2017

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O mercado de fertilizantes brasileiro fechou os primeiros sete meses de 2017 em situação de estabilidade. As entregas de fertilizantes no período janeiro a julho deste ano registraram uma pequena queda de 0,2%, alcançando 16,5 milhões de toneladas. Já o total de nutrientes (NPK) apresentou um recuo da ordem de 2,1%, pela redução da fórmula média.

Considerando isoladamente o mês de julho de 2017, houve um crescimento de 0,7% em comparação julho de 2016, com a entrega de 3,3 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados pela ANDA – Associação Nacional para Difusão de Adubos, em coletiva de imprensa promovida durante o 7º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, nesta segunda-feira (29), em São Paulo.

De acordo com Carlos Henrique Dantas Heredia, presidente do Conselho de Administração da ANDA, alguns fatores contribuíram para este resultado, como a comercialização mais lenta dos grãos no início deste ano e a expectativa de um preço inferior. “Além disso, a disponibilidade de capital do produtor rural não é ilimitada, o que significa que ele precisa se capitalizar para comprar os insumos utilizados no plantio”.

Em termos de nutrientes, as entregas de fertilizantes nitrogenados (N) apresentaram queda de 1,9% no período janeiro-julho/2017, atingindo 2,0 milhões de toneladas, o que é reflexo da antecipação das entregas para o milho segunda safra ocorrida no final de 2016, além de queda nas entregas para a cultura do trigo.

No que se refere a região do país que mais demandou fertilizantes nos primeiros sete meses deste ano, o Mato Grosso concentrou o maior volume no período, alcançando 3,7 milhões de toneladas (22,4% do total), seguido do Paraná, com 2,2 milhões de toneladas (13,3%), São Paulo, com 2,0 milhões de toneladas (12,6%), Goiás, com 1,6 milhão de toneladas (9,8%) e Rio Grande do Sul, que recebeu 1,5 milhão de toneladas.

Coletiva de imprensa promovida durante o 7º Congresso Brasileiro de Fertilizantes

Em relação a produção de fertilizantes intermediários no acumulado dos sete meses de 2017, o total chegou a 4,7 milhões de toneladas, contra 5,0 milhões de toneladas no mesmo período de 2016, o que representou uma diminuição de 5,1%. Foram registradas reduções na produção dos fertilizantes nitrogenados de 24,8%, enquanto os fosfatados e os potássicos apresentaram altas de 0,9% e 3,8%, respectivamente.

Por fim, os dados preliminares das importações de fertilizantes intermediários indicam um total de 14,3 milhões de toneladas no período janeiro-julho/2017, resultando num aumento de 14,4% em comparação com o mesmo período de 2016. Foram registrados importantes crescimentos nos fertilizantes nitrogenados, com alta de 16,3%; nos fosfatados, de 27,2%, e nos potássicos, de 6,4%. Pelo Porto de Paranaguá, principal porta de entrada dos fertilizantes no país, foram desembarcadas 5,1 milhões de toneladas, ou seja, 10,1% acima do volume do mesmo período de 2016, representando 35,7% das importações totais considerando todos os demais portos.

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação