Ministério Público pede condenação de prefeito e vereadores de Alcântara por improbidade administrativa

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Prefeito Nivaldo de Jesus teria pago os vereadores pela realização de uma sessão extraordinária na Câmara Municipal

Sessão realizada em 2021 teria sido paga pela Prefeitura

Em Ação Civil Pública ajuizada, sexta-feira (12), o Ministério Público do Maranhão (MPMA) pediu que o prefeito de Alcântara, Nivaldo de Jesus, e dez vereadores locais sejam condenados por ato de improbidade administrativa. Eles teriam cometido irregularidades por conta do pagamento de verbas indenizatórias pela realização de uma sessão extraordinária na Casa, esetembro de 2022.

Além do gestor municipal, são requeridos os vereadores Claudielson Guterres (presidente da Câmara), Joedes Dias, José Mário Barbosa, Lazaro Amorim, Maria do Nascimento Pinho, Marivaldo Campos, Miécio Macedo, Nilson Pereira, Robson Corvelo e Valdemir Pereira.

A ACP, formulada pelo promotor de justiça Raimundo Nonato Leite Filho, é baseada em denúncia feita, em 02 de março, pela vereadora Dyna Nathália Barbosa.

Convocada pelo prefeito, a sessão extraordinária apreciou o Projeto de Lei n° 12/2022, que dispõe sobre o instrumento de avaliação de mérito e desempenho dos candidatos à direção das unidades da rede municipal de ensino.

A Câmara recebeu da Prefeitura  R$ 16.875,00 para pagar as verbas indenizatórias aos vereadores pela participação na sessão. O pagamento foi efetuado sob a rubrica de diárias

Membros da Câmara Municipal de Alcântara teriam cometido ilegalidade ao receberam indenização da Prefeitura por sessão extraordinária

Inércia – Depois da denúncia, o promotor de justiça encaminhou dois ofícios ao prefeito e ao presidente da Câmara de Vereadores, solicitando informações sobre o pagamento. O presidente da Câmara negou a prática.

A Promotoria de Justiça, por duas vezes, requereu o comprovante de transferência entre as contas bancárias da Prefeitura e da Câmara Municipal, que foi apresentado pela autora da denúncia. Não houve resposta. O MPMA não obteve resposta também na consulta feita aos demais vereadores.

O promotor está convencido do dolo dos legisladores quando receberam o pagamento a título de diárias, com objetivo de “legalizar” o pagamento indevido.

Penas – Caso condenados, prefeito e vereadores estarão obrigados a ressarcir  integralmente o dano causado aos cofres públicos, pagamento de multa e proibição de contratar com o Poder Público ou e receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, mesmo que por meio de intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário.

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