Diversas mulheres convocadas pelo coletivo “Mulheres Unidas contra Bolsonaro” participaram neste sábado (29) em diversas cidades do país de protesto em que condenaram a homofobia e o preconceito contra elas, que, dizem, são preconceitos pregados pelo candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro. Em São Luís a manifestação foi na Praça Maria Aragão, no Centro Histórico.
Em Brasília (DF), as manifestantes ocuparam três das cinco faixas da pista norte do Eixo Monumental, saindo da altura da Rodoviária do Plano Piloto em direção ao complexo cultural da Funarte, próximo à Torre de TV, zona central da capital do país.
A assistente administrativa Socorro Paiva vestia uma camiseta colorida, com frases contra o machismo. Para ela, o ato é uma forma de evitar que o país mergulhe no que considera um retrocesso histórico. “Não podemos compactuar com a intolerância. Quero que meus filhos e netos cresçam em um país sem machismo e homofobia”, afirmou.
As amigas Luciene de Souza e Mônica Carvalho disseram estar no ato em defesa da democracia. “Estamos lutando pela nossa democracia, mas também em defesa do respeito, da paz e do amor”, afirmou Luciene.
“Esse ato também nos ajuda a ter coragem de sair e se juntar contra a intolerância. Se tem 10 mil pessoas aqui, sabemos que pelo menos outras 10 mil não vieram porque ainda estão com medo da violência, do machismo”, disse Mônica.
Além de palavras de ordem contra Jair Bolsonaro, que ressaltavam a postura do candidato em relação às mulheres, à população negra e ao movimento LGBT, centenas de manifestantes portavam cartazes, camisetas e bandeiras com frases sobre a luta anti-homofobia e antirracismo.
A servidora pública Nara Kohlsdorf levou os filhos, um de 11 e outro de 9 anos. “Quero que eles vivenciem a história”, afirmou. Para ela, o ato não se centra apenas em uma postura relacionada às eleições, mas expressa um movimento por direitos das mulheres. “Quando a gente se une em torno de uma agenda de igualdade, a gente é mais forte”.
Ainda segundo o Corpo de Bombeiros, uma mulher teve um mal súbito e foi atendida pelos socorristas, mas não chegou a ser transportada para o hospital. O incidente pode ter sido causado pelo excesso de calor. Durante a marcha, a temperatura era de de pelo menos 33 graus Celsius. Muitas pessoas usavam bonés, chapéus e até guarda-chuva para se proteger do sol forte.