Brasil vende menos para China e eleva volume de exportação para UE, diz Índice de Comércio Exterior

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O presidente da República Popular da China, Xi Jinping e o presidente Jair Bolsonaro, durante declaração à imprensa no Palácio do Itamaraty, em Brasília

Motivo da queda seria desaceleração da economia chinesa

Apesar de ter ficado praticamente estável em valores, a exportação brasileira para a China este ano reduziu em quantidade, apontam dados do Índice de Comércio Exterior (ICOMEX).

No total, as exportações somaram US$ 55,1 bilhões (R$ 286 bilhões) de janeiro a julho deste ano, com queda de apenas 0,2% contra iguais meses do ano passado. Entretanto, em termos de volume embarcado, caíram 12,8%, segundo dados do instituto citados pelo jornal Valor Econômico.

De acordo com especialistas citados pelo jornal, a razão para diminuição do volume acontece pela desaceleração mais forte que a esperada da economia chinesa este ano, pelo deslocamento da exportação brasileira de petróleo aos chineses pela Rússia e a base alta de comparação.

Pequim tem elevado as compras de produtos de Moscou e de outros parceiros próximos, o que desloca as importações de outras regiões, reduzindo sua participação relativa nos desembarques chineses.

“Há um vazamento de petróleo bruto russo que antes seguia para a Europa e agora começa a ir mais intensamente para a China”, aponta o economista Livio Ribeiro, sócio da BRCG Consultoria Econômica, citado pelo Valor.
Em relação a outras regiões e países, no que diz respeito à quantidade de exportação brasileira, mantendo a comparação de janeiro a julho contra igual período de 2021, os embarques aos Estados Unidos cresceram 3% e à União Europeia, 11,9%. Para a Argentina, a expansão foi de 13,9% e para os demais países da América do Sul, de 14,3%. Para a Ásia, excluindo-se Oriente Médio e China, houve estabilidade, relatam os dados do instituto.
Ainda sobre o gigante asiático, Ribeiro diz que a economia chinesa enfrenta dificuldades relevantes para a retomada do crescimento de forma robusta. No segundo trimestre o PIB chinês cresceu 0,4% na comparação interanual, abaixo da estimativa mediana de mercado, e os dados na largada do terceiro trimestre não foram bons.
“Isso nos faz esperar uma economia com alguma dificuldade de atingir até mesmo 4% de crescimento este ano”, complementa. Nesta semana, a BRCG reduziu sua projeção de PIB chinês para 2022 de alta de 3,9% para alta de 3,4%.
(Agência Sputnik)
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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação