Empresa chinesa compra terras agrícolas nos EUA perto de base aérea militar e preocupa Washington

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Especialistas em segurança alertam que a usina deve ser interrompida

O grupo chinês Fufeng, maior produtor mundial de glutamato monossódico do mundo com sede em Shandong, na China, comprou recentemente 121 hectares de terras agrícolas no estado da Dakota do Norte, e está levantando preocupações no Senado e na Força Aérea dos EUA.

A aquisição das terras na cidade de Grand Folks, no estado norte-americano da Dakota do Norte, levantou preocupações de segurança nacional em Washington a partir do momento que o terreno fica perto da Base Aérea de Grand Forks, lar de alguns dos drones militares mais sensíveis do país, de acordo com a CNBC.

A base também abriga um novo centro de rede espacial, que uma autoridade, citada pela mídia, disse lidar com “a espinha dorsal de todas as comunicações militares dos EUA em todo o mundo”.

Com isso, alguns especialistas em segurança alertam que a usina chinesa de moagem de milho deve ser interrompida, porque poderia oferecer à inteligência chinesa acesso sem precedentes à instalação.
Segundo a mídia, o debate sobre a presença do grupo Fufeng na região agitou a pequena comunidade, com grandes audiências no conselho da cidade, políticos locais em conflito uns com os outros e grupos de bairro se preparando para bloquear o projeto.
Vista aérea do prédio pentagonal de cinco lados, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Arlington, Virgínia. - Sputnik Brasil, 1920, 01.07.2022

“Alguns dos elementos mais sensíveis de Grand Forks existem com os uplinks e downlinks digitais inerentes aos sistemas aéreos não tripulados e sua interação com ativos baseados no espaço”, escreveu ele. E qualquer coleta de dados “apresentaria um risco caro à segurança nacional, causando graves danos às vantagens estratégicas dos Estados Unidos”.
Fox também argumentou que a Força Aérea teria pouca capacidade de detectar qualquer vigilância eletrônica em transmissões de drones e satélites sendo conduzidas a partir da propriedade chinesa.
Entretanto, a CNBC reafirma que essa não é a posição da instituição militar, mas ao mesmo tempo, diz que também há resistência no Senado norte-americano com o projeto.
O senador, Kevin Cramer, se opõe ao projeto, apesar das vantagens econômicas que ele pode trazer para seus próprios eleitores. Ele disse que suspeita da intenção do governo chinês.
“Acho que subestimamos grosseiramente a eficácia deles em coletar informações, coletar dados, usá-los de maneiras nefastas. E então eu prefiro não ter o Partido Comunista Chinês fazendo negócios no meu quintal”, afirmou o senador citado pela mídia.
Além de Cramer, o presidente do Senado, Mark Warner, e o membro do Comitê de Inteligência do Senado, Marco Rubio, também disseram à CNBC que se opõem ao projeto.
(Agência Sputnik e foto de Jim Watson)
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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação