Não basta vacinar e ter passaporte de imunizado; é preciso testar

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Governadores foram contaminados mesmo “imunizados”

Os governadores do Maranhão, Flávio Dino, e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, comunicaram, segunda-feira (03), que estão infectados pelo covid-19. Ambos estão vacinados com até duas doses (o segundo na segunda infecção), portanto são portadores do polêmico passaporte vacinal que diferencia os cidadãos que podem ou não frequentar determinados ambientes dos demais, quase condenados a viver em guetos.

Castro e Dino puderam até domingo (02), se quisessem, embarcar em aviões para viagens dentro e fora do Brasil, ir a restaurantes, se hospedarem em hoteis, ir a espetáculos e partidas de futebol, bem como circular livremente por todos os lugares como se fossem serem imunes para contrair, e por isso não poderiam transmitir também, o temido vírus.

Não se sabe por quais razões, esses governadores resolveram fazer testes e descobriram que portam o vírus, e isto depois de terem interagido com auxiliares, familiares, correligionários e o povo em geral. Teriam contaminado alguém? Vá saber!

Estes dois fatos servem para reforçar o discurso dos que acham exagerada a obrigatoriedade de um passaporte vacinal para se estar presente na sociedade, até porque controlar sua apresentação é difícil num país de extensa área de fronteiras, havendo cidade em que países são separados por apenas uma avenida, onde brasileiros e outros povos vivem como se fosse um, sem falar da falta de fiscalização na maioria das cidades, pincipalmente nas pequenas do interior do país.

Na capital do estado governado por Castro, há poucos dias, a família do secretário de Cultura do Governo Federal, Mário Frias, foi impedida de se hospedar num hotel porque, mesmo testada contra covid-19, não tinha comprovação das duas doses. Enquanto isso, o governador, com seu passaporte, mas infectado, zanzando, passando vírus…

O mesmo ocorria no Maranhão, onde para alguns eventos e ambientes, só com passaporte, mas o infectado governador colocando as pessoas em risco.

As autoridades pró-passaporte já se deram conta de que o documento não é suficiente para atestar que uma pessoa esteja sadia, porém como o governo federal insiste em ser contra sua exigência, quem lhe faz oposição – e aí vão de vereadores de pequenos municípios a ministros do Supremo, passando por prefeitos, governadores, deputados e senadores – não admitem a possibilidade de rever suas ideias.

Na impossibilidade de darem um passo atrás, quem já tornou obrigatoriedade a regra do passaporte, agora quer reforçar sua imposição com testes, ou seja, para algumas situações, além do passaporte, a testagem, que para alguns seria o suficiente. Resumindo, não basta vacinar é preciso testar!

Não se sabe até onde isso vai chegar, mas se depender do humor de alguns políticos e magistrados, os brasileiros podem estar correndo o risco de serem divididos entre vacinados e não vacinados, com permissão de direitos a uns e negados a outros, ainda que possam estar,  todos, na mesma situação de protegidos ou expostos ao vírus, com a diferença: uns terão passaporte para colocar a população em risco; outros, não.

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