Nas redes sociais, Renan apresenta resumo do seu relatório na CPI da Pandemia, com críticas a Bolsonaro

0
287

Trabalhos devem ser concluídos no final de junho 

AQUILES EMIR 

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), que é relator da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga ações e omissões do governo no enfrentamento da covid-19 (CPI da Pandemia), apresentou neste domingo (04), nas redes sociais,  o que seria um resumo do relatório que vai elaborar. Calheiros acha que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) seria responsável por pelo menos 300 mil das mais de 500 mll mortes registradas até aqui.

O senador alagoano, que foi indiciado pela Polícia Federal por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro,  por recebimento de R$ 1 milhão de propina da Odebrecht, também reagiu ao que considera intimidação policial por parte do governo. Segundo ele, a PF não é jagunço e somente o Supremo Tribunal Federal (STF) pode investigar um senador. Para o STF foi que a PF apresentou a denúncia.

“Síntese de 60 dias de CPI: Bolsonaro desdenhou da pandemia, criou governo paralelo, sabotou os imunizantes, alastrou o vírus e entregou vidas a charlatães e lobistas de cloroquina como ele e os filhos; 300 mil mortes eram evitáveis; só quis a vacina quando houve chance de propina”, escreveu Renan no seu Twitter.

Vale ressaltar que nos dois meses de trabalho, a CPI ainda não entrou no segundo objetivo de sua criação, que é investigar a aplicação dos recursos federais distribuídos aos estados e municípios, que são os responsáveis pelas medidas de enfrentamento da pandemia,  segundo determinação do STF.

Apesar de ter sido um dos autores da convocação do último depoente, Luís Roberto Dominguetti Pereira, Calheiros classificou sua ida à CPI uma armação, isto porque prestou depoimento diferente do que os senadores de oposição esperavam ouvir e ainda tentou desqualificar uma testemunha de acusação ao governo, o deputado federal Luís Miranda.  Dominguetti é envolvido numa confusa oferta de mais de 400 milhões de doses de vacinas da AstraZeneca, que até agora produziu apenas 600 milhões para abastecer o mundo.

“Nenhuma plantação desfaz, anula o que já se provou sobre o escândalo Covaxin/Precisa com todas as digitais inapagáveis do governo, do alicerce ao acabamento. Aliás,quando o presidente Bolsonaro irá desmentir o envolvimento do seu líder?”, disse ele   lançando insinuações contra o deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara Federal, que vem insistindo em depor, mas a comissão não marca seu depoimento, o que o levou a pedir ao Supremo que determine sua convocação.

Investigações – Sobre as investigações enviadas ao Supremo, Renan Calheiros elogia a pedida contra o presidente Jair Bolsonaro e critica a sua.

“O inquérito da PGR contra Bolsonaro por prevaricação é o resultado concreto do trabalho da CPI no escândalo Precisa/Covaxin. Esse é o menor dos crimes. Em 8 de janeiro 2021 o presidente pediu pela vacina da corrupção”, comemora.

“PF não tem competência para indiciar senador, só o STF. Bolsonaro pensa que a Constituição e a PF são dele, que delegado é jagunço. Quis tumultuar a CPI: plantou áudio, mandou investigar o dono da Precisa para ele obter HC e calar-se. Mas,a cada dia chegamos mais perto dos seus crimes”, critica.

Compartilhe
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação